Um negócio do barulho

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Matéria reproduzida da revista Franquia Negócios – Edição 46

Ele conseguiu fazer da arte de tocar bateria uma oportunidade de negócio rentável e hoje tem franquias até na Europa

Por Guy Gandelman

Em 1985, depois de assistir ao vivo nomes como Queen, Iron Maiden e Ozzy Osbourne na primeira edição do Rock In Rio, o que mais chamou a atenção do adolescente Edson Verdade foram as gigantescas e coloridas baterias exibidas pelos astros do festival. Foi nesse momento que o futuro empresário teve a certeza do que pretendia fazer pelo resto da vida. Após aulas, virou professor e tocou com alguns grupos, até que, dividido entre os estudos de direito e a carreira de baterista, decidiu transformar o sonho de tocar numa banda em um negócio lucrativo.

`Eu larguei a faculdade para desespero do meu pai que era médico e achava melhor eu me formar primeiro. Nessa época, já tocava com alguns grupos, mas como vida de músico não é fácil, resolvi montar a escola para ter outra fonte de renda e, ao mesmo tempo, um lugar onde pudesse praticar e estudar`, relembra o músico, mais conhecido como Dino, que inaugurou a primeira escola dedicada exclusivamente aos bateristas, o Bateras Beat, em 1992.

Para sair do fundo do palco, em julho de 2000, o empresário idealizou um feito inédito na América Latina e reuniu 64 bateristas em uma só apresentação, no evento anual que ficou conhecido como Bateras 100% Brasil. Se uma única pessoa tocando o instrumento já faz um barulho estrondoso, imagine dezenas marcando o ritmo ao mesmo tempo. Dito e feito, todo volume amplificado pela orquestra percussiva criou uma verdadeira vitrine para a escola que já se destacava por desenvolver uma metodologia própria.

Ao se dar conta do tamanho do mercado aberto depois de receber as primeiras propostas de licenciamento da marca, o empreendedor que, até então não tinha quase nenhuma experiência nos negócios, optou por fazer alguns cursos sobre franchising para, finalmente, abrir sua primeira franquia em 2001.

`Foi aí que fui saber que existia taxa de franquia, que deveria existir uma padronização de cores, manuais e contratos para alunos e professores. De lá para cá, eu desenvolvi várias formas para que o sistema ficasse cada vez mais profissional e a procura cresceu absurdamente`, constata o franqueador.

Internacionalização

O estudo do negócio trouxe resultados e, hoje, Dino Verdade comanda 22 unidades franqueadas, com destaque para uma escola na Itália e outra na Espanha, além da sua matriz localizada no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

O empresário também lucra com a venda de roupas e acessórios personalizados da grife Bateras Beat.

`Com cerca de R$ 80 mil é possível montar uma escola da rede, com estúdio, baterias, salas de aula e outros gastos para adaptar o espaço. Acho que é um negócio bem mais em conta que qualquer outro tipo de franquia`, avalia o músico empreendedor.

Em média, uma escola consolidada com 150 alunos e uma mensalidade de R$ 200,00, proporciona um faturamento em torno de R$ 25 mil e lucro de aproximadamente R$ 12 mil mensais.

Para o franqueador, além do investimento baixo e a flexibilidade de começar de maneira gradual conforme o número de estudantes, outro atrativo é o apoio de fabricantes conhecidos de bateria.

`Com o endorsement, o franqueado consegue comprar um kit de bateria com 50% de desconto, o que diminui os investimentos com infraestrutura`, explica.

Metodologia

Os alunos iniciam os ensinamentos pelas baquetas e já começam a tocar desde o primeiro dia de aula. Na sala, aprendem a ouvir as marcações de cada batida, contadas em um metrônomo. Depois, o aluno tem contato com o instrumento na versão eletrônica, com o som apenas nos fones de ouvido. Depois de treinar os movimentos, os estudantes colocam tudo em prática na sala acústica, com equipamentos de sons e baterias de verdade.

Mas para segurar o compasso da marca, Dino lembra que é fundamental sempre estar ligado com o que acontece no mundo da bateria para oferecer os melhores serviços, métodos e produtos para os alunos e franqueados.

`Esse é o nosso diferencial. Também fazemos eventos de divulgação como o Bateras 100% Brasil, concertos e  workshops`, diz.

Ele ainda enfatiza a necessidade de cada unidade ter um coordenador musical e uma estrutura própria para o ensino do instrumento, com salas específicas para estudar e tocar, ao invés de espaços improvisados ainda comuns nas instituições do ramo.

Com a demanda crescente de alunos em toda a rede, a expectativa do franqueador é expandir os negócios em 2013 e inaugurar mais unidades no exterior.

`A nossa meta é chegar em 30 unidades ainda no começo de 2013` Edson Verdade, franqueador do  Bateras Beat.

 

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