Sinal verde para as franquias

Matéria reproduzida da revista Franquia Negócios – Edição 47

Enquanto a economia cresce pouco acima de 1%, o setor emplaca taxa de 16% em 2012 e embala os planos de expansão dos empresários

Os ventos sopram a favor do franchising em 2013. As redes de negócios devem se aproximar  de  115 mil franquias, com acréscimo de onze mil unidades, e o mercado espera faturar R$ 120 bilhões. Outro  forte indicador de que o setor vai muito bem é o volume de novas empresas em operação. Segundo projeta o diretor executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Camargo, o mercado deve contar com nada menos que 2,4 mil marcas neste ano.

‘O setor cresceu cerca de 16% em 2012, resultado bastante expressivo se compararmos com a expansão do PIB, ao redor de 1%. Encerramos o ano com 2.213 marcas, 104 mil pontos de vendas e 936 mil empregos diretos. Para 2013, com a perspectiva de que o PIB aumente 4%, projetamos um aumento de 15% no faturamento. Acredito que o mercado de franquias tem grande potencial para crescer  nesse ritmo nos próximos anos e um dos pontos importantes para a expansão do franchising é a elevação do teto de faturamento do Supersimples e a expansão do crédito para abertura de franquias. Isso influencia para um crescimento constante em dois dígitos’, afirma Ricardo Camargo.

Ana Vecchi – Revista Franquia e Negócios Ed. 47A economia fraca pode atrapalhar os planos de expansão de algumas redes. ‘Se analisarmos 2012, falar em crescer mais de 15% seria muito otimismo. Mas é possível repetir o bom desempenho e, para tanto, o planejamento, análise de riscos e o acompanhamento em tempo real são fundamentais para que as estratégias sejam adequadas, se necessário ajustadas e se concretizem’, condiciona a consultora e sócia-fundadora da Vecchi Ancona – Consultoria de Gestão Empresarial, Ana Vecchi.

Mas o baixo crescimento do PIB é somente um dos indicadores, lembra o diretor-geral da NetplaN Consultoria, Daniel Alberto Bernard. ‘Há quase um pleno emprego, o foco agora está em como aumentar a produtividade no trabalho. Nosso mercado interno é um dos maiores do mundo e a tendência é termos escala e tecnologia para promover o crescimento de redes no Brasil. O que falta é mão de obra qualificada. A solução será  desenvolver cursos à distância e  online’.

Carlos Ruben Pinto, presidente da MDS Franchising Negócios, consultor credenciado do Sebrae Nacional e instrutor credenciado pela ABF, acredita que em 2013 o franchising apresentará resultados ainda melhores do que 2012.

‘Historicamente, o crescimento do franchising brasileiro sempre andou bem acima do PIB, não acredito em desempenho fraco em 2013. Lembro que 40 milhões de pessoas chegaram à classe C, segmento em que a renda familiar é superior a  R$ 1,4 mil. Nos próximos dois anos, mais de 13 milhões de brasileiros devem chegar lá. Outros 7 milhões  chegarão à classe AB, segmento com extraordinário potencial de consumo. Sem esquecer que as cidades do interior do Brasil formam um país à parte. Nos anos 70, existiam apenas 80 cidades com população de 100 mil a 500 mil habitantes. Agora, já são 233 – a imensa maioria longe das capitais. Elas se destacam pela renda.  Muitas marcas  crescem no interior e nas capitais’, enfatiza ele.

Há muitos anos o sistema brasileiro de franquias cresce com regularidade e consistência a taxas superiores a dois dígitos. Como pode ser isso? O presidente do Conselho Consultivo da ABF-RIO e da Guetta Franchising, Alain Guetta, fornece novas pistas: ‘como  é de se esperar, quando a economia vai bem e o grau geral de confiança, de emprego e de investimento crescem, o franchising tende a crescer junto ou mesmo ir além. Mas o curioso é que o franchising muitas vezes também cresce quando as coisas vão mal! E o motivo para isso é que quando o emprego fica difícil,  aumenta o risco ou cai a remuneração dos ativos meramente financeiros, muita gente considera montar seu próprio negócio. E é nesse ponto que o franchising surge como uma alternativa viável a meio caminho entre o comportado assalariado e o empreendedor selvagem’, avalia.

Alan Guetta – Revista Franquia e Negócios Ed. 47Uma franquia, ressalva Guetta, não é e nem deve ser considerada como produto em si mesma. O franchising é somente uma maneira de se organizar negócios, uma alternativa de distribuição, uma das muitas opções existentes de fazer chegar produtos, ideias diferenciadas e serviços diversos  às mãos do consumidor final.

‘Mas, seja como for, é inegável que nosso sistema de franquias, desde que nasceu,  sempre avançou muito mais do que o crescimento médio da economia. E um dos motivos para isso é que o franchising contém os antídotos certos para diversos males crônicos que até hoje fazem este nosso grande Brasil andar com o freio de mão puxado. Para se ter ideia basta, por exemplo, dizer que sobre franqueados não incidem encargos trabalhistas, que as franquias trazem os negócios para a formalidade, que o franqueado é automotivado e dono do seu próprio negócio, que o franchising difunde e interioriza as melhores práticas comerciais, que o sistema como um todo reforça o treinamento e capacitação intensiva e que, exatamente por sua vocação multiplicativa, a prática do franchising torna-se um gerador de empregos e desenvolvimento econômico sem igual. Mais que isso, trata-se de uma atividade que sempre soube se autorregulamentar com transparência, objetividade e ao abrigo de maiores intervenções governamentais’, assinala o dirigente.

O franchising, em suma, funciona, destaca Guetta. ‘É meritocracia pura, sem apadrinhamentos, subsídios ou conversa fiada de qualquer tipo. Enquanto de um lado o Brasil sofre com os males e gargalos decorrentes do agigantamento do Estado e de outras estruturas oligopolizadas, públicas ou privadas, que se situam próximas ao poder, nós aqui do franchising, bem na contramão de tudo isso, somos sinônimos de uma descentralização empresarial ampla e inteligente.

Diariamente disseminamos novos focos de excelência, descobrimos novas ideias e talentos, fazemos com que cidadãos comuns tenham acesso a negócios maiores e mais estruturados, criamos riquezas, espalhamos oportunidades e contribuímos para a democratização do conhecimento, dos meios de produção e, em última análise, também do poder econômico e político’, diz ele.

Tendências

Entre os segmentos que continuarão a crescer destacam-se  alimentação, saúde e beleza, vestuário, treinamentos e serviços. As cidades com mais de 100 mil habitantes continuarão a atrair as melhores marcas.

‘Os nossos números indicam que o Brasil vai continuar a crescer em 2013’, afirma o professor de finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) e co-diretor da pesquisa Panorama Geral dos Negócios no Brasil, Gledson de Carvalho. ‘Os fundamentos econômicos são consistentes com continuidade da expansão no Brasil e há sinais de que é possível sustentar o crescimento forte em 2013, mesmo quando a atividade econômica no resto do mundo esteja mais lenta’, ressalva o economista.

São muitos os fatores que ajudam a empurrar os negócios no setor para frente. As macrotendências envolvem a Copa do Mundo e Olimpíadas, desejo de melhorar o padrão de vida, se vestir melhor, viajar, participar de festas e diversões, constituir um patrimônio. O endividamento da população está alto, porém a dívida boa (por exemplo, na aquisição de imóveis, e não no uso de cheque especial e cartão de crédito) continua incentivada com o desembolso recorde de empréstimos, como anuncia o Banco do Brasil. Os juros bancários nunca estiveram tão baixos, o que desestimula aplicações financeiras  e  a busca de financiamentos para a economia real.

‘A febre de fusões e aquisições deve continuar, assim como o surgimento de mais ‘ start ups’  para se tornarem franquias com apoio de aceleradoras e/ou fundos de investimentos. Já as microfranquias devem se ajustar  em função do alto crescimento que tiveram nos últimos dois anos. E os maiores investimentos devem ocorrer nas  empresas que se preparam para receber  a Copa das Confederações neste ano, mas o foco ainda está muito em 2014 e 2016′, avalia Ana Vecchi.
As redes de idiomas e informáticas irão  surfar  nos mega eventos internacionais e haverá muito mais trabalho para elas, lembra a consultora da Vecchi Ancona.

‘ Mas, todos os setores que se beneficiarão com estes eventos deverão investir fortemente na qualificação de suas equipes em todos os aspectos: atendimento, línguas, postura, produtos e serviços, sistema e tecnologia e deverão criar um plano de carreira atrativo para que o varejo segure os profissionais em suas lojas, por perceberem o benefício de fazer parte delas’, recomenda Ana.

Como crescer mais

São três as recomendações básicas para crescer mais em 2013.  ‘A primeira é cuidar bem da rede e do relacionamento com cada franqueado, fazer sempre  o melhor para surpreender e encantá-los. A segunda está ligada à estrutura, em cuidar de manter uma equipe de apoio bem treinada, preparada para assegurar o bom relacionamento. A terceira, ouvir franqueados e clientes e buscar sempre a inovação’, sustenta Carlos Ruben Pinto.

‘Neste ano projeta-se um maior crescimento do franchising do que em 2012. Se a franquia não crescer, em um dado momento ela será ultrapassada pela concorrente, com isto a marca pode perder força e os franqueados perdem o entusiasmo’, adverte o consultor.

Sobre novos modelos de negócios como forma de acelerar a expansão, a consultora Ana Vecchi entende que a tendência é que as franquias existentes procurem se adaptar aos novos mercados ou mudança de porte, como explorar as lojas de ruas ao invés dos caros shoppings, de loja para quiosque ou vice- versa.

‘Na agenda de negócios outra iniciativa é estabelecer parcerias para compor mix de produtos e, se estrangeiros vindos para o Brasil, para montar negócios novos, mas não necessariamente grupos investidores, pessoas simplesmente’, diz Ana Vecchi.

Pescar onde tem peixe

Norte e Nordeste continuam  como ‘a bola da vez’ em termos de crescimento e profissionalização, bem como cidades ainda pouco exploradas no interior de São Paulo e demais capitais. Ana Vecchi também identifica outro movimento interessante: franqueadoras que nascem nestas regiões­ devem disputar  os mercados nas  demais áreas.

‘O poder de consumo de muitos estados nordestinos cresceu significativamente, frente a isso o número de pessoas que migraram, seja a trabalho ou mesmo para morar e até mesmo como destino de férias, renderá boas perspectivas para o crescimento das marcas. Sem contar que as empresas que já se estabeleceram nas grandes capitais levam em consideração as pequenas cidades para manter o ritmo de crescimento’, destaca a consultora.

‘As franquias devem se  ajustar aos  novos mercados e  sobretudo às novas tecnologias,  como ferramenta de relacionamento com futuros franqueados. As marcas terão que se comunicar mais com o mercado pelas redes sociais. Ou seja, as franquias terão que se desdobrar para conquistar novos franqueados, pois nas redes sociais as experiências com as franquias irão rolar mais sem filtro e sem censura. Ou seja, vem aí uma era de maior visibilidade das marcas. Os potenciais franqueados não procurarão as marcas, são as marcas que terão de encontrá-los nas redes sociais: terão que pescar onde tem peixe’, observa Carlos Ruben.

Marco Militelli – Revista Franquia e Negócios Ed. 47Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)mostram que a renda das famílias elevou-se, na média, 40,69% no período entre 2003 e 2011. Nesse mesmo período, o PIB per capita cresceu 27,07% . Em 2012 estima-se que  a renda das famílias ficou próxima a 5%. Como existe uma relação direta entre incremento de renda das famílias brasileiras e aumento do consumo, explica-se em grande parte a expansão das franquias nos últimos anos, por conta do  aumento das vendas do varejo, e por sua vez,  do setor de franquias, pois grande parte das marcas franqueadoras é varejista, lembra o diretor da Militelli Business Consulting, Marco Militelli.

‘Se a renda familiar continuar­ em sua tendência de alta em torno de  5%, a expectativa é que 2013 será mais um bom ano para o franchising’, anota o consultor. A próxima pergunta poderia ser onde melhor aproveitar as oportunidades, quais as melhores praças para novas unidades.

‘Sabemos que ao menos 85% da população brasileira é urbana, portanto, apesar da economia  ser ainda muito centralizada no eixo São Paulo- Rio, o Brasil vive um movimento paulatino de descentralização. Algumas cidades e regiões têm apresentado taxas de crescimento e desenvolvimento bem significativas e devem ser efetivamente consideradas na rota da expansão das redes. Entre elas, destaco Vitória -ES, Curitiba – PR, Recife – PE e baixada Santista em SP’, acrescenta Militelli.

Microfranquias

Estima-se que  dois terços  dos empreendedores  interessados em adquirir  franquia  podem investir, no máximo, R$ 100 mil em novos negócios, porém somente pouco mais de 20% das redes oferecem este tipo de oportunidade.  Uma  razão a mais para alavancar o mercado de microfranquias, que passa a atender à maioria dos potenciais investidores  desejosos de investir, no máximo, R$ 50 mil em novos negócios, aponta o diretor-geral da NetplaN Consultoria,  Daniel Alberto Bernard.

‘Este percentual, contudo, tende a aumentar sistematicamente, para que haja oferta de bons negócios mais econômicos que venham a suprir a enorme demanda’, considera.

Investimentos

Também as franquias que requerem investimentos elevados  atraem investidores e fundos de investimento. ‘Tivemos em 2012 vários clientes franqueadores (Toffee, Proximo Games, Farmaportal) que abriram seu capital; esta tendência deve continuar e se intensificar. O modelo do Outback  mostra-se muito atraente. Além da tradicional demanda constante por franquias nos segmentos de alimentação e serviços especializados, observamos um aumento de demanda notadamente nos segmentos de confecção, construção civil, eventos, esportes, saúde e lazer’, relaciona o consultor da NetplaN.

Internacionalização

A expansão no mercado externo também está no radar de diversas empresas, entre elas a Fisk que no primeiro semestre  deverá abrir uma escola em Santiago do Chile, além de estar negociando novas unidades em outros países da América Latina. A Fisk já está presente no Japão, Angola, Paraguai, Argentina e Bolívia. Fora do Brasil, a NetplaN  desenvolve estudos de viabilidade para uma empresa brasileira do segmento calçadista que deseja abrir franquias somente no exterior, na região dos países do Golfo Pérsico.

‘Esta é uma região onde ainda operam poucas franqueadoras brasileiras, porém é o mercado onde se deve apostar, em função da crise na América do Norte, Europa e Japão. A China é o mercado emergente na primeira década do Século XXI. Além  do Brasil, Dubai é o lugar para se fazer negócios nos próximos anos! Estamos com muitas informações atualizadas sobre a expansão de franquias nestes pujantes mercados emergentes’, diz Daniel Alberto Bernard.

Ano começa forte

Lorenzzo Baglione – Revista Franquia e Negócios Ed. 47O ano começou de vento em popa para as empresas que irão aproveitar as novas oportunidades que surgem. O grupo italiano Kappa, por exemplo, retorna ao Brasil com planos para desenvolver o mercado de franquias. Somente em 2013 a empresa planeja abrir 100 pontos de venda no varejo e pretende investir para tornar-se a terceira maior marca esportiva do País, informa o presidente mundial, Lourenzo Boglione.

O que anima os investimentos são os bons resultados colhidos pelo setor. Tome-se o exemplo da Chilli Beans. Marinho Ponci, diretor de expansão da rede, informa que o faturamento teve expansão espetacular em 2012, 35% superior aos resultado de 2011, quando as receitas somaram R$ 284 milhões. A estratégia será abrir pontos de venda em cidades a partir de 70 mil habitantes, pontos em rua e interior dos estados.

‘Vamos expandir a marca nos formatos tradicionais, de lojas e quiosques. No entanto, iremos investir em pontos com áreas maiores, para lojas’, detalha o dirigente. Já em março, a marca vai abrir a primeira flagship, na Rua Oscar Freire, zona nobre de São Paulo. A marca também aposta no patrocínio de shows, como o Lollapalloza e o Rock in Rio.

O Grupo Multi-Franquias começa o ano com um novo negócio, o Mister Salad, que irá oferecer opções leves e saudáveis de alimentação para o dia-a-dia com cardápio de saladas, pratos quentes, wraps, lanches e kits viagem. Além do conceito do restaurante – hoje presente em três endereços, dois na capital paulista e um em Londrina (PR) -, o Mister Salad oferece o serviço Mister Salad Home SPA que é um programa de reeducação alimentar. Com ele, a empresa fornecerá todas as refeições (almoço, sobremesa, lanche da tarde, jantar, café da manhã do dia seguinte e lanche).

Revista Franquia e Negocios Ed. 47Pioneira no País no modelo de franquias de factoring, o Grupo Federal Invest prevê aberturas nesse início de 2013, com expectativa de crescimento de 30%. Depois de instalar 25 novas unidades em 2012, no total de mais de 90 agências em diversas regiões do País, a empresa se prepara para inaugurar, apenas no primeiro bimestre, seis novas unidades em cinco diferentes Estados brasileiros.
‘De acordo com pesquisas, o setor de franchising deve crescer cerca de 15% nesse ano. Portanto, a expansão de nossa franquia deve representar quase o dobro do previsto para o mercado, o que é um número excelente’, comenta o presidente da Federal Invest, Renato Junqueira.

A previsão é alcançar até o mês de abril mais de 100 unidades em operação, o que trará maiores perspectivas de negócios e investimentos para toda a rede.

‘A franquia de factoring da Federal Invest já conquistou o mercado de franchising e tem se fortalecido com uma das opções mais rentáveis de investimento. Além de ser uma atividade que gera retorno rápido ao administrador da agência, fomenta a economia de onde está instalada, auxilia outros empreendedores a alavancarem seus negócios e consequentemente está diretamente ligado ao crescimento do país’, destaca Junqueira. A Federal Invest é uma empresa comercial que atua no setor de fomento mercantil, por meio  da compra de títulos de crédito – cheques e duplicatas, gestão de contas – a pagar e receber e consultoria financeira.

Educação

Seven Idiomas – Revista Franquia e Negócios Ed. 47Um setor que se beneficia das proximidades dos grandes eventos internacionais no Brasil (Copa das Confederações, Copa do mundo de futebol e Olimpíadas), as escolas de idiomas já mostram em seus resultados o aumento da demanda por seus cursos. A Seven Idiomas, por exemplo, espera crescer 15% em faturamento (todas as áreas de negócios) e abrir mais cinco unidades em diferentes regiões.

‘Estamos sempre investindo na qualidade do nosso método. Desta forma, conquistamos mais espaço, alunos e parceiros, o que vamos manter para atingir todas nossas metas para o próximo ano’, explica o CEO da Seven, Steven Beggs.

Com mais de mil unidades espalhadas por todos os estados brasileiros, 74 em Angola, Argentina, Bolívia, Japão e Paraguai e mais de 15 milhões de alunos, a Fisk, uma das maiores redes independentes de centros de ensino do Brasil, prevê a abertura de 50 novas escolas até final de 2013, e expectativa de ampliar em 10% seu número de franqueados e alunos.

Revista Franquia e Negocios Ed. 47’A previsão se baseia em uma firme estratégia que inclui fortes investimentos em publicidade e patrocínios esportivos, que garantem grande exposição da marca’, relata o diretor da Fundação Fisk, Christian Ambros.

A rede tem também expectativa de procura cada vez maior por seu curso especial May I Help You?, destinado a profissionais de hotelaria, turismo, gastronomia, transporte e entretenimento.

‘São pessoas que estarão preparadas para receber os milhares de turistas que desembarcarão no país. Além disso, o curso também é útil a todos que quiserem se atualizar profissionalmente e aprender o idioma a toque de caixa’, afirma Ambros.

A maior demanda por seus cursos já estampou os resultados de 2012: foram abertas 50 novas escolas, que receberam um total de cinco mil novos alunos aproximadamente. Embora o inglês continue liderando as preferências dos alunos, os demais cursos de idiomas (Espanhol e Português) tiveram procura sempre crescente, numa indicação clara de que cada vez mais os brasileiros procuram se expressar bem e dominar idiomas.

O ano também promete ser bastante positivo para franquias do ramo de educação. Ano passado, os papéis das empresas de educação valorizaram em média 97%, contra apenas 2% de todo índice Bovespa. Há sete anos no mercado, o Método Supera se prepara para bater a marca de 100 unidades em todo o Brasil, além de sua estreia na Europa, com o Supera Lisboa, Portugal. Com uma metodologia inovadora e dinâmica, que inclui jogos educativos, ábaco e dinâmicas em grupo, o Método Supera é uma escola de ginástica para o cérebro com foco em desenvolvimento cognitivo, que trabalha com múltiplas inteligências.

Imóveis

Germano Leardi – Revista Franquia e Negócios Ed. 47Empresa brasileira com 95 anos de história no mercado imobiliário brasileiro, a rede Leardi construiu uma marca forte ao longo de quase um século na atuação direta na comercialização de imóveis prontos. Em  2012, a Leardi deu início à sua expansão também por meio do sistema de franquias como forma de unir a expertise adquirida com a vontade de compartilhar o conhecimento com novos parceiros comerciais interessados no ramo imobiliário. E os planos de expansão no franchising já são palpáveis.

‘Temos como objetivo implementar 18 unidades para 2013. Optamos por um crescimento sustentável, para poder oferecer aos nossos franqueados a oportunidade de apoio e suporte com muita eficiência’, antecipa o diretor de Relações Institucionais, Germano Leardi Neto.

‘Quando decidimos aderir ao sistema de franquia como estratégia de expansão da empresa, estávamos conscientes de que necessitaríamos provisionar e dimensionar nossos investimentos para retorno a médio e longo prazo, sem pensarmos em imediatismo.’

‘A ordem de investimentos ultrapassa a casa dos R$1,5 milhão para este projeto. Sabemos que dentro do sistema de franquias alguns  pontos são considerados  fatores de sucesso, o treinamento e a formação continuada é um deles, pois a transferência de know-how deve acontecer por meio de treinamentos presenciais teóricos e práticos’, explica Germano.

A rede também investe em qualificação. ‘Em um país de dimensões continentais temos de garantir que as informações cheguem em qualquer parte em tempo real, a fim de preservar o padrão e a qualidade do atendimento de nossos clientes. Por isso investimos numa ferramenta poderosa de treinamento na Universidade Paulo Roberto Leardi, um modelo de EAD para atender nossa demanda. Outro ponto de investimento foi nosso sistema de gestão de imóveis e administração da unidade, onde  conseguimos trazer para dentro de TI nossa metodologia de trabalho. Não podemos esquecer os investimentos em marketing e também nas pessoas que fazem parte da nossa equipe’, acrescenta Germano.

Ernani Assis 

Presente no Brasil desde outubro de 2009, a RE/MAX – líder do segmento com cerca de 240 unidades comercializadas, das quais 135 em plena operação – vai abrir 280 unidades em 2013, antecipa Ernani Assis, CEO Regional da RE/MAX Distrito Federal, Goiás, Bahia e Sergipe e membro do Conselho Consultivo da RE/MAX Brasil. No mundo, a rede possui mais de seis mil unidades franqueadas e ultrapassou a marca de 115 mil corretores.

A expansão, em todo o País, será feita por meio de conversão de bandeiras ou novas imobiliárias. Segundo Assis, dentre os projetos para este ano, destaca-se o interesse da companhia na formalização de um acordo comercial com um banco para distribuição de crédito imobiliário através das imobiliárias RE/MAX no país. Outro produto financeiro que a RE/MAX planeja distribuir é o Home Equity, uma modalidade de crédito a proprietários de imóveis, muito comum nos EUA e pouco difundida no Brasil.

Fast-food

Para as grandes redes, mais estruturadas, os planos de investimentos consideram um cenário de longo prazo, até cinco anos para frente, e, de tempos em tempos, ocorrem ajustes em função das mudanças econômicas. A BFFC, uma das holdings líderes deste mercado e dona da rede Bob’s, já havia previsto o crescimento da alimentação fora do lar e preparou as marcas do portfólio para se beneficiar deste movimento. A rede Bob´s investiu para ocupar os espaços existentes com velocidade, a fim de garantir os melhores pontos de venda e, sempre que possível, chegar a novos mercados antes da concorrência.

Ricardo Bonenyi – Revista Franquia e Negócios Ed. 47’Estamos bem posicionados tanto nas capitais do país quanto no interior. Há um forte potencial de consumo em cidades de médio porte e que não estava sendo explorado. Identificamos esta tendência antecipadamente e investimos. É por isso que somos pioneiros em várias cidades do interior do país’, lembra Ricardo Bomeny, CEO da BFFC.

‘Vamos continuar a investir continuamente para capturar este bom momento do mercado, que em nossa visão será bastante duradouro. O cenário geral é muito positivo. Nosso objetivo é dobrar de tamanho nos próximos cinco anos. Para isso, temos um plano de investimento arrojado que contempla a abertura de novos pontos, investimentos em marketing, reformas de lojas entre outras ações. Em 2012 abrimos aproximadamente 200 pontos e reformamos 80. Nossos investimentos em marketing também crescem rapidamente, em função da expansão das empresas do nosso portfólio. Vivemos um ciclo muito positivo de crescimento autoalimentado. Quanto mais a rede cresce, mais investimos e mais fortes ficam nossas marcas. A meta de crescimento é ambiciosa, mas totalmente factível. Nossa história recente prova isso de uma forma bastante clara’, assinala Bomeny.

O McDonald’s aproveitou bem 2012 para chegar com mais de 700 restaurantes em 23 estados, além do Distrito Federal, em cerca de 150 cidades. A rede investe forte também na cadeia de produção. Para acompanhar o ritmo de expansão desenvolveu um complexo que reúne os três principais fornecedores – carne, pães e logística – em Osasco (SP). Além disso, conta ainda com outras unidades de seus fornecedores no interior de São Paulo e em Juiz de Fora.

A rede ampliou os Centros de Distribuição no Sul do país e conta com novo fornecedor de alface, em São José dos Pinhais (PR). Para  otimizar o abastecimento dos restaurantes nos mercados nordestibos, investiu em um Centro de Distribuição da Martin-Brower e uma unidade de hortifrutigranjeiros da Refricon em Recife (PE).

Já a Bon Grillê, com 18 anos de história e pioneira no mercado de fast-food de grelhados, e que já possui 40 pontos de venda em todo o Brasil para atender a cerca de 12.000 consumidores, espera inaugurar 15 novas lojas até o fim de 2013. Só em 2012 a marca contou com inaugurações de novas lojas em pontos importantes como Shopping JK Iguatemi, Park Shopping São Caetano, Uberlândia Shopping e Serra Mar Shopping Caraguatatuba. Para o ano que vem a proposta de expansão segue já com novas inaugurações programadas em São Luiz do Maranhão e Porto Velho.

‘Só o Shopping JK chegou a atender 7.000 pessoas por mês’, destaca o diretor-superintendente da Bon Grillê, Maurício Freire.

Beleza

Um dos segmentos que mais cresce é o de produtos de beleza e cuidados pessoais, em especial com o aumento de renda das mulheres. O gerente de marketing da Água de Cheiro, João Brizola, informa que a empresa pretende expandir seu negócio para todo o Brasil, sobretudo para cidades que possuam mais de 30mil habitantes. A meta é crescimento de 30% da rede e 20% no faturamento (Same Store Sales).

‘Vamos continuar nossa expansão com lojas físicas e quiosques. E fechar parcerias com novos fornecedores para aumentar o portfólio de produtos, maior investimento em marketing para aumentar a visibilidade da marca e gerar mais fluxo dentro das lojas’, antecipa Brizola.

Conveniência

Já o mercado de franquias de conveniência no Brasil cresce de forma vigorosa,  cerca de 20% ao ano. As lojas de conveniência se destacam em razão da proximidade e da comodidade de encontrar no mesmo lugar, no caminho de casa ou do trabalho, os produtos e serviços desejados.

Uma das líderes, a Ipiranga,  vai ampliar os investimentos na expansão das lojas am/pm, com oferta de produtos e serviços variados. A rede também pretende ampliar o número de lojas com padarias am/pm, um modelo de negócio pioneiro no segmento e que tem trazido grande retorno para as lojas de conveniência. Elas são instaladas em lojas com metragem a partir de 50m² e oferecem mix de alimentação, pães e confeitaria, para criar um novo hábito de consumo na loja, trazer outro perfil de consumidores e gerar  maior fluxo de clientes.

‘A Ipiranga possui uma série de projetos e investimentos ao longo de 2013 para continuar acompanhando a evolução do mercado atual e atender as demandas crescentes. Parte dos investimentos da Ipiranga será atribuída, neste ano, à contínua expansão de sua rede de franquias am/pm e Jet Oil, com foco nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, e à ênfase em modernização nas regiões Sul e Sudeste’, relata o diretor de varejo marketing da Ipiranga, Jeronimo dos Santos.

O plano de investimento total da Ipiranga para 2013 é de R$ 870 milhões. Uma parcela importante será investida em infraestrutura logística para melhor suprir e atender a demanda crescente, por meio da ampliação e construção de novas bases de armazenamento. Além disso, informa Jerônimo, dará continuidade na expansão de sua rede de distribuição com a abertura de novos postos e embandeiramento de postos bandeira branca, além de franquias am/pm e Jet Oil.

‘Para 2013, o cenário de franquias aliados aos resultados positivos da rede am/pm, propiciam um crescimento contínuo e acelerado’, destaca.

 

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