Encontro Virtual da Comissão de Food Service: desafios e lições na pandemia

Food service
Membros da Comissão durante o Encontro Virtual de Food Service

Reunião destacou os principais resultados de pesquisa “Alimentação na Pandemia – A Visão dos Operadores de Food Service” feita pela Galunion e ANR

Alguns dos principais assuntos do segmento de Alimentação nesse período de enfrentamento da pandemia da Covid-19 foram tratados pela Comissão de Food Service da ABF em um encontro virtual no último dia 24/2.

A reunião contou com a participação de Antonio Moreira Leite, vice-presidente da entidade e diretor da Comissão, Natan Baril, diretor internacional, Simone Galante, membro da Comissão e fundadora da Galunion, Renata Rouchou, coordenadora da Comissão de Shopping Centers e Pontos Comerciais da entidade, e Julio Monteiro, CEO da Megamatte.

Simone detalhou os resultados da pesquisa “Alimentação na Pandemia – A Visão dos Operadores de Food Service. O estudo foi realizado pela Galunion em parceria com a Associação Nacional de Restaurantes (ANR) em novembro de 2020. Segundo o levantamento, evoluir e ampliar os canais de vendas dentro ou fora dos restaurantes é relevante para mais de 65% dos respondentes e para 42% este é um desafio.

Outro dos maiores desafios do mercado de food service apontado pela pesquisa Galunion/ANR é o recrutamento, capacitação e engajamento do time de colaboradores na transformação digital. Essa é a opinião de 39% dos operadores “top performers”, 38% das redes e 22% dos independentes.

Observando os desafios para 2021, os pesquisadores entendem que não se trata somente de a pandemia passar, mas sim da transformação de todo o setor de food service.

Um dos pontos evidenciados no estudo, segundo Simone, é que a crise provocada pela pandemia impacta consideravelmente todo o setor, no entanto os negócios respondem de maneira distinta e indicam algumas tendências.

Entre elas, a especialista destaca que “o delivery acelerou a transformação digital e veio para ficar”. “Mesmo com a retomada do salão, o delivery e take Away assumem relevância nos negócios.  O modelo de captação de pedidos evolui para múltiplas plataformas e acelera a digitalização”, afirma.

A pandemia também deixou lições para os atores do segmento. De acordo com Moreira Leite, uma delas é “a criação de novas marcas para utilização das cozinhas já instaladas”, as chamadas dark kitchens.

“Esta é uma grande tendência”, endossa Simone. Para a executiva, outra delas é a criação de meios para capturar dados. “Através da atualização digital, o cliente fica mais susceptível a entrar num programa de relacionamento”, exemplifica.

Para Monteiro, da Megamatte, um dos maiores aprendizados é a manutenção de uma relação transparente entre franqueador e franqueado. “Quando temos transparência e abrimos o coração, temos um sucesso muito maior”, diz. O executivo afirma também que a rede está trabalhando o mindset digital. “Não se pode ser mais analógico, tem que ser digital”, ressalta.

Contratos de locação

Os contratos de locação em shoppings foram tratados por Natan Baril e Renata Rouchou. Baril diz que é preciso observar as questões com um “olhar negocial”. Para o advogado, “há possibilidade de revisão dos contratos de locação sob o princípio da excepcionalidade devido à pandemia, optando sempre pela via negocial”.

Segundo Renata, é importante que os franqueadores entrem na negociação como articuladores.

Imagem: ABF/Reprodução