Super Live ABF traz Especial CAIXA para Franqueadores, Franqueados e Fornecedores

Caixa
Pedro Guimarães, André Friedheim, Ricardo Bomeny e Tom Moreira Leite: ações relevantes para franqueadores, franqueados e para a sociedade brasileira

Encontro reuniu os presidentes da CAIXA, Pedro Guimarães, e da ABF, André Friedheim, Ricardo Bomeny, presidente do Conselho, e Tom Moreira Leite, vice-presidente da entidade

A Associação Brasileira de Franchising realizou sua primeira Super Live de 2021 com o Especial CAIXA para Franqueadores, Franqueados e Fornecedores. O presidente do banco federal, Pedro Guimarães, falou sobre o cenário econômico atual e detalhou iniciativas da instituição num encontro com o presidente da ABF, André Friedheim, Ricardo Bomeny, presidente do Conselho, e Tom Moreira Leite, vice-presidente da entidade.

Para Friedheim, o período mais difícil de enfrentamento da pandemia da Covid-19 parece estar sendo superado. “Já estamos vendo uma luz no fim do túnel. O momento atual traz uma mistura de otimismo e paciência para o empreendedor brasileiro”, disse. Ainda segundo o presidente da ABF, um outro indicador positivo foi mostrado numa pesquisa da Serasa Experian, que apontou que nove em cada dez empresários enxergam novas oportunidades geradas pela crise, mesmo que 64% dessas empresas tenham sentido algum impacto negativo durante esse período. “Essa realidade também acontece com o sistema de franchising brasileiro. A gente aprendeu muito com tudo isso que passou e com certeza as nossas empresas, e nós mesmos, vamos sair muito diferentes depois de tudo isso que estamos vivendo”, ressaltou.

Guimarães destacou o papel do Pronampe, programa criado pelo Governo Federal durante a pandemia para financiar MPEs, que envolvem as franquias. Segundo o executivo, 500 mil dessas empresas já receberam crédito por meio do programa e a média do valor do empréstimo é de R$ 80 mil.

Com o olhar voltado às grandes redes de franquias, Guimarães sugeriu a abertura de capital como estratégia para essas empresas mudarem sua relação com os investidores. “As empresas que estão aqui hoje, várias delas, podem abrir o capital”, afirmou.

O presidente da CAIXA lembrou que quando assumiu a direção do banco eram 600 mil pessoas que investiam em mercado de capitais no Brasil. “Hoje são três milhões, mas ainda é muito pouco”, salientou. “Podemos chegar a 150 milhões”, defendeu.

A importância do microcrédito, tema tratado por Guimarães, foi observada por Moreira Leite. De acordo com o executivo, “o time da CAIXA pôde observar a alta resiliência dos nossos modelos de negócio e seu baixo risco relativo a outros segmentos, (…) que o franchising é um sistema formal de empreendedorismo assistido, o que é importante, inclusive, nesse direcionamento e nesse suporte dos franqueados e das MPEs poderem acessar as melhores opções de crédito, como foi ao longo dos últimos meses, mas acima de tudo, eu acho que  a CAIXA enxerga o papel relevante que o franchising, junto com o banco, terá e pode ter nesse novo ciclo de retomada, com geração real de emprego e renda”, ressaltou.

Guimarães afirmou que a CAIXA é melhor no financiamento de longo prazo do que em capital de giro. Segundo ele, o banco tem vantagem comparativa no crédito de longo prazo e, normalmente, as menores taxas.

Na visão de Bomeny, o desafio é “construir um produto customizado para o investimento no franchising, ou melhor dizendo, para que as franqueadoras e os franqueados possam crescer os seus negócios, fazer novos investimentos”.

O presidente do Conselho da ABF propôs ao da CAIXA que seja construída a “disrupção de prazos e garantias”, lembrando que o sistema de seleção de franqueados, característica básica do franchising no Brasil e no mundo, fornece ao banco um processo seguro e até auditável para concessão de crédito. “Fica aqui o desafio para você e para toda sua equipe, para a gente construir e escrever juntos essa segunda parte da história, que é uma história não só nossa, como empresários, mas do franchising e do Brasil como sociedade”, concluiu.

Imagem: ABF/Reprodução