Seminário de Educação traz estudo inédito e revela a reinvenção das redes do segmento

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(Da esq. p/dir.) Jefferson Vendramatto (CEBRAC), Rogério Gabriel (ABF/MoveEdu), Sylvia Barros (ABF/The Kids Club) e Arno Krug (Maple Bear)

O Seminário Setorial de Redes de Educação apresentou um estudo inédito feito pela ABF que revelou as transformações que estão promovendo a reinvenção das franquias do segmento. O evento foi composto por três painéis com representantes de algumas das principais redes do segmento de Serviços Educacionais no Brasil.

Denominado Diagnóstico Setorial de Educação 2019, conduzido pela área de Inteligência de Mercado da entidade, o estudo foi realizado por amostragem (53% das redes de educação associadas do setor participaram).

O Estudo aponta que, nesse novo momento, as redes de educação criaram modelos de negócios com o objetivo de atender as atuais demandas da sociedade. Oferta de cursos híbridos (parte das aulas presenciais e parte online), bilingues, in school (aulas em estabelecimentos de ensino parceiros), em período integral e home-based (unidades sem ponto comercial, atuando na casa do franqueado ou na do aluno) são as principais. As escolas tradicionais ainda predominam, com 87% de participação; modelos híbridos já são adotados por 35% delas e in school por 33%.

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O estudo trouxe dois dados importantes para candidatos a franqueado no setor: para 53,2% dos franqueados da amostra, o ponto de equilíbrio ocorre, em média, entre 6 meses e 1 ano; enquanto para 57% dos franqueados o prazo médio do retorno sobre o investimento ocorre entre 1 e 2 anos.

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Experiência do aluno e tecnologia
A experiência do aluno e o uso da tecnologia no aprendizado foram alguns dos principais assuntos debatidos no seminário. Para os congressistas, o ambiente educacional deve ser sempre descontraído e deve-se ter cuidado e atenção com os alunos. E hoje com o uso das tecnologias, é preciso que as redes abram os horizontes para serem flexíveis para cada cliente.

No terceiro painel, “A experiência do franqueado e suas perspectivas para o futuro”, o moderador Décio Pecin abriu o ciclo de perguntas trazendo uma reflexão feita pelo ex-presidente da ABF Altino Cristofoletti Junior, na qual o franqueador é como um maestro numa orquestra que tem a batuta para os franqueados.

“De todos os setores, temos um peso maior porque somos educadores. Só com a educação fazemos a revolução nesse país e nós franqueadores e educadores temos um papel muito importante”, declarou Pecin.

Dentre os assuntos abordados, foram discutidas as dificuldades em empreender e educar num mundo em constante mudança. Para os debatedores, o papel das redes de Serviços Educacionais, além de educar, é formar profissionais prontos para esse mercado que está mudando tanto. Segundo eles, a escola tem que ser um espaço de desenvolvimento e isso precisa de tempo. Por mais que o mundo esteja se transformando rapidamente, é preciso de tempo e é necessário mostrar que a cada aula o estudante pode aprender para atingir seus objetivos, mas isso é um processo.

Após a plenária, foi feita uma homenagem a Marcio Mascarenhas, da Number One, e a Richard Hugh Fisk, fundador das escolas de idiomas que levam seu sobrenome, que faleceram ano passado.

Foto: Keiny Andrade