Franquias de todos os tamanhos

O Dia – Aurélio Gimenez – 15/04
Mesmo com o baixo ritmo da economia brasileira no ano passado, o setor de franquias mostrou alta performance e teve uma alta no faturamento em 7,7% em relação ao ano anterior. Os valores saltaram de R$ 118,2 bilhões (2013) para R$ 127,3 bilhões em 2014. Porém, em função da menor oferta de crédito, um segmento se destacou ainda mais, com crescimento acima dos dois dígitos: as microfranquias, em que o investimento é de até R$ 80 mil.
Esse tipo de negócio cresceu 14,7% no ano passado, com 433 redes formatadas neste perfil. E se mostra cada vez mais viável para quem deseja investir em uma atividade própria, com risco menor.
Por ser mais enxuto, pode ser aberto em casa e não necessita de ponto comercial. Os custos são menores e permitem a pessoas com menos dinheiro ou com formação mais simples investir no segmento.
As microfranquias costumam oferecer vantagens econômicas e de gestão, pois muitas vezes não exigem ponto comercial, portanto, evita-se gastos com aluguel, energia, água e até mesmo empregados.
Muitas vezes, conforme a atividade desempenhada, o empreendedor usa a sua própria força de trabalho ou contrata, no máximo, um auxiliar. É nesse quadro que se destacam as microfranquias com investimentos de até R$20 mil, muitas voltadas para o setor de serviços.
Presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF) no Rio, Beto Filho afirma que o surgimento de franquias com baixo custo decorre da ascensão das classes D e E, incorporadas à classe C, que hoje representa 48% do mercado consumidor brasileiro.
“O segmento de microfranquia reflete a inteligência do franchising em se desdobrar para atender a todos os formatos de negócios. Hoje, quem ascendeu quer continuar tendo serviços de qualidade, apesar de pagar menos. As franquias de serviços atendem a esse público” explica Beto Filho.