Franquias conquistam a preferência

DIÁRIO DO GRANDE ABC – REDAÇÃO – 19/08
 
Mercado consumidor endinheirado, vocação econômica em i transformação e grande desejo empreendedor fazem do Grande ABC um dos endereços mais desejáveis para se abrir uma franquia no Brasil. Segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising), a região possui 844 unidades abertas, 4,2% do total nacional. Em 2011, a fatia era de 2%.

A evolução, que já tem sido rápida, tem tudo para se intensificar. “Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá estão entre as 20 cidades mais cotadas. A região é intensamente urbanizada, tem baixo desemprego e população ávida por produtos e serviços de qualidade”, resume Marcus Rizzo, fundador da Rizzo Franchise.
 
A capacidade de consumo da região é fator de forte atração. Pesquisa realizada pela USCS (Universidade Municipal de São Caetano) revela que 51% da população da região estão na dasse B e outros 39% na classe C. Esse potencial só é superado por São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.
 
“A franquia é a resposta mais convincente para algumas das demandas bem específicas da região. Além de atender a exigência de qualidade, supre a insegurança de quem quer empreender, mas não tem experiência em tocar um negócio próprio”, diz Adir Ribeiro, presidente da Praxis Business e consultor de franquias e varejo.
 
Em 2012, as franquias cresceram 16,2% no País, segundo a ABF. Para este ano, a expectativa da entidade é que o setor aumente 16% em faturamento, 9% em novas redes, 11% em novas unidades e 11% na geração de postos de trabalho.
 
APETITE E BELEZA
 
De acordo com o mapeamento feito pela ABF, das 844 franquias em operação na região, 32,1% são da área de alimentação, para atender a demanda crescente. “O perfil da região está mudando. Hoje comer fora faz parte da rotina de quem trabalha em comércio e serviços”, analisa o presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hotelaria e Alimentação do Grande ABC), Roberto Moreira.
 
Além das marcas que desembarcam por aqui por meio de franquias, algumas empresas da região também viraram franquias. “Conhecemos bem o nosso público, que é exigente. Se funciona aqui, funciona em outros lugares”, observa Henrique Afonso Júnior, sócio da Padaria Brasileira, empresa que há 21 anos desenvolveu o conceito Brasileira Express e o transformou em franquia. Com seis Express abertas, a marca está para ir além da região e abrir a primeira franquia de padaria, que será na região da Avenida Paulista, em São Paulo. “O Sebrae nos ajudou bastante em capacitação da mão de obra, algo fundamental neste negócio”, diz.
 
Com 17,8% das franquias na região, o setor de esporte, saúde, beleza e lazer está fazendo bonito. Kalyne Megiolaro, dona da unidade São Caetano da rede DTil, abriu as portas há 11 meses e diz que tudo indica que irá recuperar seu investimento antes de completar o primeiro ano. “Mas não é só escolher uma marca forte e conhecida. É preciso buscar fazer a diferença, ser ativo”, revela Kalyne, que jamais sai sem alguns folhetos na bolsa.