Franchising cresce 8,3% em 2015

Franchising cresce 8,3% em 2015 - Setor faturou R$ 139 bilhões em ano de recessão econômica e se posiciona como um dos mercados mais sólidos na economia nacional

Revista Franquia e Negócios Fevereiro 2016

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Setor faturou R$ 139 bilhões em ano de recessão econômica e se posiciona como um dos mercados mais sólidos na economia nacional

Surpreendendo até os mais otimistas, o franchising brasileiro encerrou 2015 com um crescimento nominal de 8,3% no faturamento, se comparado a 2014, alcançando R$ 139,593 bilhões. O resultado se deve sobretudo à abertura de 12.702 unidades. No total, a evolução em unidades de 2014 para 2015 ficou em 10,1%. As informações foram apresentadas na Pesquisa de Desempenho 2015, divulgada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) no final de janeiro.

A criatividade das redes para repensar modelos de negócios e atender ao novo perfil do investidor foi o motor de tantas aberturas. “Existe um certo número de pessoas que busca negócios por necessidade ou por medo do fantasma do desemprego. Por outro lado, temos um novo consumidor e um novo empresário que são os ‘millennials’. Eles estão vivendo nesse cenário, vendo o que está acontecendo e buscando oportunidade de fazer do seu jeito. Eles procuram modelos menores de negócio e estamos nos preparando para isso”, explica a presidente da ABF, Cristina Franco.

De acordo com o IBGE, o desemprego ficou em 6,8% em 2015, o maior índice identificado na Pesquisa Mensal de Emprego desde seu início, em 2003. Enquanto isso, o franchising elevou o número de colaboradores em 8% no ano, totalizando mais de 1,190 milhão de pessoas. Em números absolutos, mais de 90 mil postos de trabalho foram abertos no ano passado.

Abrangência nacional

Proporcionalmente, a região que apresentou maior variação no número de unidades foi o Nordeste, com 15,3%.

Com a abertura de mercado em cidades menores, de até 50 mil habitantes, o franchising já se faz presente em 2.243 cidades, 40% do total nacional. “A disposição e a criatividade das redes para adequar os modelos e levá-lo para outras regiões contribuíram com a evolução do setor em 2015”, explica o diretor de inteligência de mercado, relacionamento e sustentabilidade da ABF, Claudio Tieghi.

Segmentos

O faturamento do franchising não é composto apenas pela expansão das redes, mas de um conjunto de fatores, de acordo com Tieghi, entre eles, a demanda do mercado. Isso explica a participação de cada segmento na composição do franchising brasileiro. Negócios, Serviços e Outros Varejos respondeu por 21%, seguido de Alimentação, com 20%.

Um mercado que tem se destacado nos últimos balanços é Hotelaria e Turismo. “Vem se recuperando depois da baixa que teve por conta da Copa do Mundo, em 2014, e com a venda de pacotes nacionais”, explica Tieghi. A participação da rede hoteleira Accor também ajudou no resultado de 7,3% de evolução.

Os segmentos de Alimentação; Esporte, Saúde, Beleza e Lazer; Hotelaria e Turismo; Vestuário; e Negócios, Serviços e Outros Varejos contrariaram as estimativas pessimistas da economia, e registraram crescimento porcentual no faturamento de 2015 superior ao exercício de 2014.

Em questão de abertura de unidades, Acessórios Pessoais e Calçados demonstrou o maior avanço, atingindo 22%. No total, foram quase duas mil unidades abertas em 2015.

Maioria no Sudeste

O ano de 2015 registrou a existência de mais três mil marcas franqueadoras no País. Mais da metade, 53,3%, está no Estado de São Paulo. Se ampliar o olhar para nível nacional, 71,4% das redes continuam concentradas na Região Sudeste, pequena elevação em relação a 2014.

A Região Sul permanece em segundo lugar, com 16,7% das franqueadoras do País, e o Nordeste vem em terceiro lugar, sediando 7,4%.

Em outra língua

Já são 134 marcas de franquia com operação fora do País, um crescimento de 21% em relação a 2014. Do total, 110 mantêm unidades no exterior e 24 apenas exportam. Até o levantamento anterior, 96 marcas operavam unidades internacionais. “Alguns fatores influenciaram esse resultado. Quando empresas nacionais veem outras que foram e deram certo, o recrudescimento da economia brasileira e a recuperação das economias externas, principalmente Estados Unidos e Europa”, explica o diretor internacional da ABF, André Friedheim. A aposta é que em 2016 os bons números se mantenham, pois os fatores são os mesmos. “Devemos chegar em umas 170 operações de franquia lá fora, estamos trabalhando para isso”, afirma.

Os Estados Unidos continuam sendo o destino preferido pelas marcas brasileiras. No total, 37 redes mantêm lojas por lá, seguido pelo Paraguai, com 25 marcas. Portugal aparece em terceiro lugar, com 21 redes brasileiras em operação. O franchising brasileiro já está presente em mais de 60 países.

Alimentação é o segmento que mais leva unidades para outros países, com 18% de representatividade, seguido de Esporte, Saúde, Beleza e Lazer, com 17%, e Acessórios Pessoais e Calçados, com 15%.

No saguão de desembarque, o movimento também foi significativo. O Brasil conta com 156 redes estrangeiras, sendo 41% de origem norte-americana e 14% de marcas portuguesas. O segmento de Alimentação é o que mais tem redes internacionais atuando por aqui, representando 22% do total. “Com o dólar mais alto, o mercado brasileiro fica mais barato para estrangeiros empreenderem aqui. Tende a continuar uma escalada de máster-franqueados no Brasil”, explica Friedheim.

 

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