“Consultoria de campo com foco na retomada”: tema do 2º Café Jurídico Virtual ABF

Consultoria
Sandra Brandão durante o Café Jurídico Virtual ABF: consultoria de campo no "novo normal"

Dra. Sandra Brandão falou sobre três pilares da consultoria de campo: geração de valor, transparência e colaboração

Com a reativação das atividades econômicas presenciais, qual a melhor forma de realizar a consultoria de campo e quais cuidados as redes devem tomar? Essas e outras importantes questões foram tratadas no 2º Café da Manhã Jurídico Virtual da ABF: Consultoria de campo com foco na retomada – Cuidados decorrentes da Covid-19.

Apresentado por Maurício Costa, coordenador da Comissão de Estudos Jurídicos da entidade, o evento on-line, exclusivo para associados, realizado na  última terça-feira (14/7) contou com a participação da advogada Sandra Brandão, sócia do escritório Brandão e Oliveira Advogados.

Costa lembrou que “o não cumprimento das regras de retomada ditadas hoje pelos municípios e estados pode acarretar suspensão das atividades e, em casos mais graves, inclusive a cassação do alvará de funcionamento”. Daí a importância de os gestores das redes atuarem com toda atenção nesse momento.

A especialista dividiu as ações da consultoria de campo em três pilares: geração de valor, transparência e colaboração.

A necessidade de “empatia” foi o primeiro ponto que a advogada chamou à atenção. Segundo Sandra, o departamento jurídico nesse momento deve ter uma ampla visão do setor de franquias como um todo. “O primeiro foco tem que ser sistêmico, entender quais reflexos aquela ação jurídica vai trazer para o sistema”, ressaltou.

De acordo com a advogada, “a transparência é a melhor forma de trazer confiança” e a colaboração também deve ser ampliada. Na sua visão, colaborar “é trazer para a mesa e buscar também expor fragilidades, numa mesa em que todos [franqueador, franqueado, shoppings, por exemplo] sentam juntos para negociar uma geração de valor para todos”.

A advogada deixou uma provocação para advogados e empresários do setor por meio de uma questão: “Será que esse ‘novo normal’ demanda um novo jurídico?”. “Não tenho as respostas para tudo. O que tenho procurado fazer é me desafiar; o que preciso fazer completamente diferente do que eu sempre fiz para ter essa geração de valor, para poder trabalhar com a transparência sem prejudicar o cliente e como os instrumentos que forem gerados sejam colaborativos”, disse.

Sandra analisou os protocolos de segurança para as operações nos pontos de venda (PDVs). Segundo a especialista, as legislações, os protocolos, os detalhamentos de regras costumam deixar exaustos os corretos e aqueles que descumprem a primeira regra, descumprirá as demais. Como sugestão, ela propõe a criação de um comitê colaborativo, em que os funcionários decidam junto com os líderes como fazer a proteção, por exemplo. “A moça do café que tem vergonha de falar deve ser a primeira a ser ouvida”, diz.

Em tom de reflexão, Sandra propôs um desafio: “Como trabalhar o novo normal, protegendo não só o nosso cliente, mas o sistema?”. Trata-se de um novo modo de pensar, de novos paradigmas. Soluções mais horizontais e menos verticais, segundo a advogada, são mais recomendadas.

Imagem: Reprodução TV ABF / YouTube