ABF leva pleitos de associados e do setor ao Governo Federal

Pleitos
(A partir da esq. ao alto) Jorge Lima, Sidnei Amendoeira Jr., Cândido Espinheira, Marcia Lins e Silva, André Friedheim (centro), Marcelo Maia, Natan Baril (centro, embaixo), Bruno Lucius e Silvana Buzzi

Reunião online com a SDIC e a SEPEC, secretarias ligadas ao Ministério da Economia, possibilitou apresentar pleitos para o setor de franquias como um todo e específicos.

A ABF reuniu-se virtualmente com representantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação (SDIC) e da Secretaria Especial de Competitividade, Emprego e Produtividade (SEPEC) – ligadas ao Ministério da Economia – para apresentar os principais pleitos de seus associados e do setor de franquias.

O encontro realizado na última terça-feira (18/5) contou com as presenças, por parte da ABF, de André Friedheim, presidente e máster franqueado das redes Café do Ponto e Casa Pilão; Antônio (Tom) Moreira Leite, vice-presidente e CEO do Grupo Trigo;  Sidnei Amendoeira Junior, diretor jurídico e CEO da MMA Advogados ; Marcelo Maia, diretor institucional e Conselheiro do Grupo Dia%; Natan Baril, diretor internacional e sócio do Baril Advogados; Cândido Espinheira, diretor da ABF Regional Nordeste e sócio-diretor da Yes Cosmetics ; Silvana Buzzi, diretora-executiva, e Bruno Lucius, gerente jurídico. Representaram as secretarias do Governo Federal, Jorge Lima, secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação (SDIC/SEPEC), Marcia de Fatima Lins e Silva, coordenadora da Coordenadoria Geral de Competitividade e Comércio e Serviços, e Adriana de Azevedo Silva, subsecretária de Desenvolvimento de Comércio e Serviços.

Os representantes da Associação relataram problemas enfrentados pelo setor antes e durante a pandemia da Covid-19. Um deles é a cobrança do ISS sobre royalties, que amplia a carga tributária sobre o setor. Outro são as novas tributações no âmbito dos estados e municípios, como é o caso da Portaria CAT 06/2021, do estado de São Paulo, segregando o canal de Franquias do Varejo tradicional com uma margem de valor agregado (MVA) de 90%. Além disso, a decisão do governo paulista fixa uma MVA excessivamente superior para o franchising, de 121,78% e de 269,15% para certas empresas franqueadoras. O reajuste pelo IGP-M nos contratos de locações, com variações bruscas do índice que chegou a 30,02% nos últimos 12 meses, também foi um problema apresentado. Essas variações provocaram reajustes arbitrários nos contratos de locação comercial, ressaltaram os dirigentes da ABF.

Pleitos
Entre os pleitos apresentados pela ABF estão o incremento do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (PRONAMPE) para permitir uma nova leva de empréstimos.  Ainda dentro do programa, a entidade pleiteou também aumentar a participação de fundos garantidores para reduzir a necessidade de garantias, novos prazos de carência, possibilidade de reparcelamento dos empréstimos formalizados durante o ano de 2020, bem como a prorrogação dos pagamentos devido à permanência do estado de calamidade pública decorrente da pandemia.

Quanto ao crédito para médias empresas, a entidade pediu a reedição do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (PEAC) – instituído pela Lei 14.042, de 19/08/20 – e do Programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas (CGPE), na linha da MP 992 de 16/07/20.

Outras demandas apresentadas foram: criação de um programa de crédito especial para empresas com porte acima de 300 milhões; apoio à aprovação de um REFIS junto ao Congresso, contemplando: alcance geral, independente do porte, mas com regras especiais para o Simples; inclusão dos débitos vencidos até a data de publicação da respectiva lei; prazo de carência de até 90 dias para pagamento da primeira parcela e de 120 meses (10 anos) para quitação da dívida; redução de 100% das multas e juros para as empresas que registraram queda de faturamento superior a 20% no período da pandemia ou para as demais em caso de pagamento à vista.

A ABF requereu também a possibilidade de inclusão, mediante resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional, dos débitos relativos ao ICMS e ao ISS no programa de parcelamento, e de utilização de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa da CSLL para pagamento dos débitos do programa, sem a trava de 30% atualmente prevista na legislação e uma possível migração dos contribuintes de REFIS anteriores para o novo REFIS.

Pleitos de Microfranquias e Saúde, Beleza e Bem-Estar
Os dirigentes da ABF apresentaram, ainda, pleitos específicos. Para as Microfranquias, a entidade solicitou: universalização do programa Microempreendedor Individual (MEI), considerando que qualquer profissional empresário individual com até 1 empregado pode ser MEI, independentemente da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE); aumento do atual teto do MEI para beneficiar mais empreendedores nessa categoria, especialmente num cenário de crise como o enfrentado atualmente; simplificação das licenças de trabalho de franquia MEI em atividades na rua; regulamentação da LGPD para os MEIs e Empresas de Pequeno Porte (EPP).

Já para o segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar, a entidade solicitou a revisão da política de impostos para medicamentos e cosméticos.

De acordo com o presidente da ABF, “a reunião foi de suma importância para que os representantes do Governo Federal soubessem com profundidade os impactos da pandemia no setor de franquias, tivessem a real dimensão e a importância do franchising, que responde por cerca de 2,7% do PIB, com um faturamento da ordem de 167 bilhões de reais no ano passado e pela geração de mais de um milhão e duzentos mil empregos diretos, e, sobretudo, tratarmos mais diretamente de demandas tão importantes para os nossos associados e para o setor como um todo. Foi um encontro bastante produtivo e temos boas expectativas quanto aos resultados que obteremos,” avalia Friedheim.

De acordo com o presidente da ABF, “a reunião foi de suma importância para que os representantes do Governo Federal soubessem com profundidade os impactos da pandemia no setor de franquias, tivessem a real dimensão e a importância do franchising, que responde por cerca de 2,7% do PIB, com um faturamento da ordem de 167 bilhões de reais no ano passado e pela geração de mais de um milhão e duzentos mil empregos diretos, e, sobretudo, tratarmos mais diretamente de demandas tão importantes para os nossos associados e para o setor como um todo. Foi um encontro bastante produtivo e temos boas expectativas quanto aos resultados que obteremos”.

Imagem: ABF/Reprodução