ABF divulga Balanço Preliminar 2017 e projeções para 2018

Os dados preliminares indicam que a receita do setor em 2017 deve crescer 8% frente ao ano anterior, saltando de R$ 151,2 bilhões para cerca de R$ 163 bilhões.

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Previsão da ABF é que o setor de franquias cresça 8% em 2017

A ABF divulgou em coletiva de imprensa no dia 11 de janeiro um balanço preliminar parcial do desempenho do setor de franquias em 2017 e projeções para este ano de 2018. Os sinais de melhora da economia brasileira, especialmente a leve recuperação da renda e consumo, se refletiram no setor de franquias ao longo do ano passado. Os dados preliminares indicam que a receita do setor em 2017 deve crescer 8% frente ao ano anterior, saltando de R$ 151,2 bilhões para cerca de R$ 163 bilhões. A projeção para este ano de 2018 é de ampliar o faturamento entre 9% e 10%.

Já em relação aos empregos gerados no setor de franquias, a prévia sinaliza crescimento de 1%, alcançando cerca de 1 milhão e 200 mil trabalhadores diretos no setor de franquias. A projeção é que em 2018 haja um incremento de 3% no número de empregos no franchising. Quanto ao número de unidades, a ABF prevê que tenha havido uma expansão de 2% no ano passado, superando 145 mil pontos de venda. Já em 2018, a capilaridade das redes de franquias deve ser ampliada um pouco mais, em 3%. Em relação às marcas, a prévia aponta uma redução de 6% no ano passado na comparação com 2016, com cerca de 2.800 redes atuantes no mercado brasileiro. A previsão para 2018 é fechar o ano próximo à estabilidade no número de marcas.

Para Altino Cristofoletti Junior, “a baixa inflação, a queda da taxa básica de juros da economia (Selic), a melhora dos índices de confiança do consumidor e do empresariado, e a retomada do crescimento do varejo e da atividade industrial são alguns dos fatores que contribuíram para o crescimento do franchising e que nos permitem projetar um desempenho mais positivo do setor em 2018”.

Para o executivo, fora o quadro macroeconômico, o ano foi marcado por três movimentos: a progressiva diversificação de canais, modelos e localização; a interiorização do franchising; e o crescimento de franqueados multiunidade. “A busca por eficiência, novos mercados e por atrair um consumidor receoso se traduziu em muita inovação: novas estratégias de venda, de configuração de ponto comercial, aprimoramentos em produtos e parcerias das mais variadas. Neste movimento, os franqueados com mais de uma unidade tiveram o importante papel de assumir lojas em dificuldade, e as cidades do interior a função de manter viva a expansão”, completa o presidente da ABF.