Sócio famoso

Jornal O Globo – 15/07 – Redação

A diversificação de negócios é uma tradição antiga para um bom empreendedor. Afinal, os ovos não devem ser todos guardados numa mesma cesta. Com base nesta máxima, cantores, apresentadores, atletas e atores andam aliando sua expertise nos negócios e sua imagem para apostar no segmento de franquias.

Os apresentadores Luciano Huck e Xuxa Meneghel, a atriz Giovanna Antonelli e os irmãos atletas Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro são alguns dos muitos exemplos.

A rede de academias Fórmula, do grupo Bodytech – que tem como sócios: Alexandre Accioly, Luiz Urquiza, João Paulo Diniz e Luciano Huck – existe há três anos e exibe bons resultados no período. São 26 unidades no país e, até o fim de 2014 estão previstas pelo menos mais 16 academias, totalizando 42: 25 próprias e 17 franquias.

Para Mario Esses, diretor executivo da rede Fórmula, o modelo de negócios é o segredo do sucesso da marca que cresce, principalmente, por meio de franquias em cidades do interior. O franqueado não precisa comprar os equipamentos da academia, que são alugados e substituídos sem custos a cada cinco anos, reduzindo o investimento. E Luciano Huck é mais do que um garoto-propaganda no empreendimento. “Ele participa constantemente das decisões do negócio”, diz Esses.

Abrir uma academia Fórmula requer desembolso de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões, de acordo com o tamanho da unidade, e inclui taxa de franquia e o investimento para a adequação do espaço. O faturamento mensal fica entre R$ 150 mil a R$ 300 mil e o lucro líquido nunca é inferior a 20%. O investimento retorna em até 36 meses, mas o break-even (equilíbrio entre receita e despesa) pode ser alcançado em 30 dias.

A rede de franquias Team Nogueira, especializada em artes marciais, foi criada em 2012 pelos irmãos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro, em parceria com o empresário Eric Lobão. Hoje tem duas unidades próprias e 30 franqueadas em funcionamento e outras dez entram em operação até o fim do ano, espalhadas pelo Brasil – além de uma em Dubai, nos Emirados Árabes.

O negócio requer investimento de R$ 500 mil, incluída taxa de franquia e custos de infraestrutura e equipamentos. O faturamento mensal gira aproximadamente em torno de R$ 50 mil e 100 mil. O breakeven é alcançado entre 5 e 7 meses, e o lucro líquido fica em torno de 18% a 25% na maturidade do negócio. O retorno se dá entre 30 e 40 meses. A meta é abrir mais 100 lojas em dois anos, prioritariamente nas cidades do Sudeste com mais de 200 mil habitantes.

A marca está criando um modelo para cidades menores, para ter mais capilaridade, e formata ainda um plano de internacionalização. “Os irmãos são ídolos mundiais, com nomes consolidados, mas ainda precisam de uma estrutura de atendimento maior fora do Brasil”, explica Eric Lobão.

A Casa X, espaço dedicado a festas, é fruto de antigo sonho da apresentadora Xuxa, que planeja levar o empreendimento a vários pontos do país. “Dei palpites em cada detalhe, tudo tem a minha cara. Na Casa X, o baixinho sonha e a gente faz a festa”, conta Xuxa, que apresenta um empreendimento como sócia pela primeira vez. Lançada em 2012, a Casa X hoje tem mais de 50 em processo de abertura e duas em funcionamento.

Com investimento inicial entre R$ 1 milhão e R$ 2,2 milhão e um faturamento médio mensal na faixa de R$ 200 mil e R$ 300 mil, a Casa X é uma das promessas do mercado que cresce cerca de 30% ao ano. O retorno do investimento é de até 36 meses e o lucro, após o primeiro ano, é de 16% em média. A rede espera reunir 300 franquias em até cinco anos.

Entre as atrações estão cinema 7D, com filmes que ensinam a cuidar do planeta Terra ao lado da apresentadora, numa viagem de animação; nave espacial e um parabéns personalizado com recados exclusivos da Xuxa, em vídeo, além de um cardápio com opções saudáveis para os baixinhos.

Outra marca deste mercado que vai de vento em popa é o GiOlaser Slim, lançada no mês passado pela atriz Giovanna Antonelli, durante a Expo ABF 2014. É uma clínica de depilação a laser e estética que funciona em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, e tem dois modelos de negócios.

Ideal para shopping e galerias, o GiOlaser requer investimento de cerca de R$ 320 mil e o GiOlaser Full (que exige espaços maiores e oferece também serviços de estética corporal e facial), R$ 440 mil. O faturamento mensal varia de R$ 60 mil a R$ 80 mil e o tempo de retorno é de até 25 meses.

“O negócio tem despesas operacionais baixas e este é um diferencial, pois aumenta o percentual do lucro líquido, que é de 36% em média”, explica Leonardo Medrado Brito, sócio-diretor da marca.