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Ao completar quatro décadas em 2013 e mais de trinta anos como franquia, CNA traça plano de expansão agressivo para cidades pequenas
Se tem uma coisa que o CNA ganhou nessas quatro décadas de vida, além de experiência e conhecimento, foi concorrência. Já não é possível mais contar com os dedos das mãos quantas escolas de idiomas existem, mas o diretor-presidente e acionista do CNA, Décio Pecin, não vê isso como algo negativo.
“Nosso mercado passa por uma transformação em virtude da necessidade de formação e isso só será possível com educação. Temos concorrentes fortes, competentes e isso é bom para o mercado e fundamental para que nós não descansemos”, considera.
Os dois eventos internacionais que virão para o Brasil nos próximos anos (Copa do Mundo da FIFA e Olimpíada) são motores de crescimento para o interesse no ensino de idiomas, mas o diretor-presidente também credita isso a outras razões. “Eu digo internamente que a revolução da classe média ainda está por vir. As pessoas começam a enxergar a importância de manter aquilo que foi conquistado e vão investir muito em educação”.
Para o futuro, Pecin acredita que o mercado de ensino de idiomas passará por um afunilamento, resultante do amadurecimento do setor. Quanto às oportunidades? Tem todo um oceano para ser desbravado ainda. “Hoje só 3% da população estuda ou fala a língua inglesa. Quando passa por uma avaliação criteriosa, isso chega facilmente a 1%. Isso não é um defeito só do nosso País, mas é gritante a necessidade da segunda língua para mudar a condição de trabalho e de entretenimento”.
Pioneirismo
O bairro da Liberdade, em São Paulo, foi o primeiro a receber uma franquia da escola de idiomas CNA nos anos 80, quando a marca já havia trilhado um caminho de sucesso desde a sua fundação, em 1973, em Porto Alegre (RS) e conquistado cerca de dez mil alunos com seu material didático próprio. Basta fazer algumas contas rápidas para perceber que a marca tem mais tempo de franquia do que a própria Associação Brasileira de Franchising (ABF) têm de vida (1987).
 “O fundador Luiz Nogueira da Gama Neto conhecia como funcionava o modelo por causa do mercado norte-americano. As primeiras empresas utilizavam o franchising apenas como uma ferramenta de expansão, mas hoje deve ser encarado como uma ferramenta de gestão de rede”, explica o diretor-presidente e acionista do CNA, Décio Pecin.

Aquela franquia da Liberdade ainda está no mesmo lugar há três décadas e é uma das 549 em operação atualmente no Brasil. A previsão é fechar 2013 com 600 unidades, e fôlego pra isso a rede tem.

Depois de receber o aporte de R$ 135 milhões do fundo britânico de private equity Actis, em setembro do ano passado, o CNA remodelou sua meta mirando o crescimento e pretende abrir cem escolas por ano nos próximos quatro anos. Em 2013, essa meta já foi ultrapassada e chegou a 149.

Até 2017 deve chegar a mil unidades e manter o crescimento anual na casa dos dois dígitos. “Para isso estamos inovando em formatos de novas franquias. Vamos lançar um modelo bastante acessível para cidades com menos de 40 mil habitantes”, revela o diretor-presidente. A empresa identificou 498 cidades em Minas Gerais e nas regiões Norte, Nordeste e Sul com potencial para receber franquias.
Tradição
O segredo do sucesso, segundo Pecin, é manter o atendimento e a cultura que perduram há quatro décadas. “Não é discurso bonito, é fato. Eu invisto muito acima da média de mercado na qualificação das pessoas. Não adianta a cultura estar na cabeça do franqueador se não estiver no funcionário que atende nossos 500 mil alunos”. O retorno desse investimento já foi comprovado 22 vezes com a conquista do Selo de Excelência ABF do Franchising, de 1992 a 2013 ininterruptamente.
No começo deste ano a empresa realizou o primeiro Feirão de Franquias para promover o crescimento orgânico, oferecendo franquias para franqueados da rede com 50% de desconto no investimento. A medida resultou na venda de 113 unidades e, segundo Pecin, 79 já estão em funcionamento. “A maioria dos meus franqueados tem duas ou mais operações. Identificamos em uma pesquisa que 97% dos franqueados estão satisfeitos com a rede e quase 90% querem abrir mais uma unidade nos próximos 24 meses”.
O Feirão de Franquias agradou tanto que a medida deve se repetir no próximo ano, mas para o mercado em geral. “Um dos fatores de sucesso é que 80% das escolas entram em ponto de equilíbrio em cerca de quatro meses”. O retorno médio do investimento é de 18 a 24 meses e o índice de recompra nessa etapa é alto, segundo o diretor-presidente.

 

Publicado em 05/12/2013

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