Pesquisa mostra força das franquias no setor de alimentação

Pesquisa mostra força das franquias no setor de alimentação

Portal PEGN – 06/06 – Redação
O Balanço Setorial das Redes de Franquias do Setor de Alimentação foi divulgado ontem (5/6). A pesquisa, realizada pela Associação Brasileira de Franchising em parceria com a ECD Food Service, mostra que o faturamento das redes cresceu 11% em 2012, sem considerar as lojas inauguradas no mesmo ano. Quando essas novas lojas entram na conta, o crescimento salta para 18% em relação a 2011.
“O setor de alimentação é um dos mais pujantes e consolidados do franchising. É o primeiro em número de redes (573 em operação no Brasil), tem o segundo maior faturamento (R$ 20 bilhões) e é o que gera mais empregos”, afirma Cristina Franco, presidente da ABF.
A categoria de pizzas e massas liderou o ranking de faturamento por área, com média de R$ 30.563 por m² em 2012. O setor de sanduíches é o primeiro no faturamento médio por funcionário, com R$ 108.850 funcionário/ano, seguido pelo setor de comida asiática, com R$ 89.223 funcionário/ano. Os empresários consultados esperam crescer 13% em 2013 e pretendem inaugurar mais de 9 mil lojas até 2016.
O levantamento também revela que a alta nos custos é a grande preocupação do setor. Todos que responderam o questionário reclamaram do aumento de preços das matérias-primas, especialmente em hortifrúti, carne bovina, queijos, embalagens, aves e leite.
“O preço da matéria-prima, de ocupação (aluguel e taxas) e com a mão de obra tem pressionado muito a lucratividade das empresas”, afirma João Baptista Jr., coordenador do Grupo Setorial de Redes de Alimentação. As taxas para renovação de contratos em shoppings e demais centros de compra também subiram em média 9%.

O coordenador ressalta que os empresários não conseguem repassar esses custos de forma integral aos consumidores. “Para manter a base de clientes, tem sido necessário fazer muitas promoções”, diz.Outra preocupação do setor, que pode impedir sua expansão, é a complexa política tributária do país. “A diferenciação de taxas por estado pode inibir o crescimento das redes”, afirma Baptista.

A amostra teve a participação de 42 marcas associadas à ABF, o que corresponde a 4.306 unidades de franquias ou 33% das que operam no mercado.