Mobilidade ganha o franchising

Meu Próprio Negócio – Milton Correia Jr. – 20/10

Em vez de esperar pelos clientes, comerciantes e prestadores de serviço agora levam seus negócios móveis até eles. A alternativa chega com forca ao brasil, trazendo vantagens sobre o modelo fixo e conquistando muitos adeptos, inclusive do setor de franquia

O comércio ambulante, que existe há séculos, ganha novos ares no mercado contemporâneo e a adesão de muitas redes de franquia. Diante da crescente dificuldade de encontrar bons pontos comerciais, a opção por um ponto móvel ainda representa redução de custos fixos para o negócio, como gastos com aluguel, IPTU, água e luz, sem contar a vantagem da mobilidade, que permite ir até o cliente. No sistema de franchising, a versão do negócio é formalizada, o empreendedor é preparado para a gestão e, com exceção dos empreendimentos com foco em alimentação, a grande maioria não se estabelece próximo a calçadas, mas atende a demandas específicas, levando o serviço e/ ou produto para festas, eventos, pátios de universidade, entre outros espaços com grande concentração de público, e até mesmo à casa do cliente.

Na opinião de Edson Ramuth, diretor de microfranquias da Associação Brasileira de Franchising (ABF), a franquia móvel ainda é um modelo novo, que está se estruturando no País, mas tudo indica que veio para ficar, pois vai de encontro às necessidades do consumidor atual, que dispõe de pouco tempo e precisa de soluções práticas. Para quem investe, a alternativa dispensa a peregrinação à procura de um ponto, cada vez mais raro e caro em grandes centros urbanos, a necessidade de gastos com adequação do local e o início da operação com mais rapidez.

Quanto aos cuidados na aquisição de uma franquia móvel, esses são basicamente os mesmos de um modelo tradicional, como verificar a experiência do franqueador no mercado e a satisfação de outros investidores com o suporte da bandeira. Contudo, quem pensa em aderir à opção precisa ter um perfil diferenciado, bem mais próximo de um vendedor autônomo. Tem de gostar de estar na rua, sempre em novos ambientes e tendo contato com públicos diferentes. Ou seja, tem de ter disposição e versatilidade, inclusive para trabalhar em horários eventualmente fora do padrão comercial. Como é necessário ir atrás dos clientes, o franqueado tem de criar e administrar uma agenda de locais que terá de freqüentar para comercializar seus produtos e serviços e, embora não tenha despesas com aluguel, terá de arcar com os gastos de manutenção de um veículo, como combustível, manutenção, lavagem, seguro, impostos e licenciamentos.

A consultora jurídica do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), Sandra Regina Fiorentini, adverte que, como o veículo será o ganha-pão do empresário, ele deve ser muito bem cuidado e sua adequação ao negócio não deve alterar a mecânica e a elétrica originais. Quanto à licença que o permitirá operar, a consultora explica que as regras mudam conforme o município e é preciso ficar atento às exigências locais antes de aderir à bandeira. A principal licença é o Termo de Permissão de Uso (TPU), documento concedido pela prefeitura que permite o comércio em espaços e vias públicas. Alguns municípios são muito rigorosos e podem negar o TPU conforme o caso, especialmente se o foco for o comércio de alimentos ou mesmo de roupas. Por isso, é importante verificar se será possível exercer a atividade no local ou na região desejada. Na capital paulista, por exemplo, os pedidos de TPU devem ser feitos nas subprefeituras, que podem autorizar ou não a atividade. Quando a TPU é negada, a Prefeitura explica os motivos que a levaram a indeferir o pedido, mas, mesmo nesses casos, é possível recorrer e pedir uma revisão do processo. Caso o empresário realmente não consiga a licença para atuar em vias públicas, uma alternativa é colocar o veículo em espaços privados, fazendo a devida negociação com o proprietário do local. Contudo, nessa opção acaba sendo necessário pagar um aluguel ou um percentual sobre as vendas no espaço.

Outra exigência legal é a autorização da Secretaria Municipal de Transportes e, conforme o negócio instalado em um veículo, também são necessários outros documentos, como, no caso de pet shops móveis, o registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), o qual permite oferecer o serviço de banho e tosa em animais. No caso de restaurantes móveis, o empreendedor terá de participar de um curso de manipulação de alimentos e obter a autorização da Vigilância Sanitária para exercer a atividade. Se a intenção for levar o negócio para áreas verdes, ainda é preciso ter a Licença da Secretaria do Meio Ambiente.

Pioneirismo atrai consumidores

Fabiane Ploposki é uma empresária que investe no modelo de negócio móvel desde 2008. Ela começou como sacoleira, em 2006, na cidade de Curitiba (PR), vendendo roupas para amigas e pessoas próximas. No exercício da atividade, via que um obstáculo para seu negócio era o estado em que as roupas eram exibidas. Os artigos chegavam amassados e não eram bem expostos, sem contar as dificuldades para provar as roupas.

Disposta a superar esses obstáculos, Fabiane teve a idéia de montar uma boutique sobre rodas, instalando uma loja em uma van, que ganhou o nome de Boutique de Rua. 0 negócio exigiu um investimento de R$ 142 mil, aplicado na adaptação de um veículo, na sua customização e na compra de um estoque mais variado, além de outros detalhes. 0 projeto para a montagem da loja móvel exigiu um bom aproveitamento do espaço para poder receber armários embutidos, araras para a exposição das peças em cabides, gavetas, um nicho para o manuseio e organização dos itens, provador e um grande espelho ao fundo. Com isso, Fabiane passou a atender seus clientes com conforto e segurança e onde quer que eles estivessem.

O sucesso foi imediato. As clientes que nunca haviam estado em uma loja como aquela aprovaram a ideia e passaram a recomendá-la para as amigas. A partir daí, a marca começou a ficar mais conhecida, não só pelo boca a boca, mas também pela exposição na mídia, uma vez que o pioneirismo da marca chamou sua atenção. Com isso, Fabiana passou a ser procurada por pessoas interessadas em ter um negócio semelhante em outras cidades do Paraná. Depois de estudar as ofertas, a empresária foi consultar especialistas em formatação de franquias e chegou à conclusão de que a melhor maneira de expandir seu negócio seria por meio do licenciamento da marca.

Em julho de 2011, Fabiana aprovou um primeiro licenciado para a marca Boutique de Rua atuar em Guarapuava (PR). A empresária também chamou a atenção da CN Auto, importadora oficial dos veículos chineses Towner e Topic, que a procurou com a proposta de uma parceira para transformar a van em boutique.

A oferta permitiu uma redução significativa do investimento no negócio, que passou a exigir R$ 85 mil para a adaptação, incluindo o veículo, e também assegurou mais sofisticação ao projeto, com móveis de melhor qualidade, assim como iluminação, som, DVD e ar-condicionado.

O público-alvo da Boutique de Rua é composto de funcionárias de empresas, moradoras de condomínios, estudantes e professoras de faculdades, clientes de salões de beleza, restaurantes e outros espaços selecionados, sempre atendidos com agendamento prévio. Fabiane explica que o atendimento em pátios privados garante mais segurança à operação e, como os locais eleitos têm sempre grande concentração de mulheres, o volume de venda somado ao baixo custo operacional garante ao negócio uma margem de lucro mais atraente do que a obtida por lojas tradicionais, e isso com as mesmas comodidades para o cliente, inclusive de parcelamento do pagamento de suas compras, já que a unidade trabalha com terminais sem fio. Segundo a empresária, seu negócio vem conquistando consumidoras sem tempo para freqüentar shoppings ou mesmo lojas de rua, que preferem adquirir suas roupas e acessórios em uma loja próxima a elas, uma comodidade a mais. Para os licenciados da marca, a vantagem de operar com custos fixos bem inferiores ao de uma loja tradicional facilita chegar a um preço mais competitivo e com a mesma qualidade dos concorrentes. “Quando levamos a loja até o cliente, partimos para o ataque. Isso acaba surpreendendo e até mesmo ocasionando compras por impulso, pois muitas mulheres não querem perder a oportunidade de levar algo original, com qualidade e com preço atraente ali à mão”, assegura Fabiane. Hoje, a Boutique de Rua tem cinco unidades licenciadas. Segundo Fabiane, quem tem se interessado por licenciar a marca são especialmente sacoleiras, que enxergam o negócio como uma solução para sair da informalidade sem ter de mudar de profissão.

A empresária recomenda aos interessados em aderir à marca seguir suas orientações como licenciadora e considerar sua experiente na área, para obter sucesso com a empreitada. De acordo com Fabiane, para se ter um bom lucro é preciso saber comprar e oferecer produtos de qualidade, que sejam atuais e com preços atraentes. São esses pontos que garantem o bom giro das mercadorias. 0 empreendedor que seguir essa receita tem tudo para vender bem, considerando que o negócio móvel, por ser diferente e inovador, tem a vantagem de atrair o olhar do consumidor que, muitas vezes, até sem intenção de compra, entra por curiosidade no estabelecimento. Se encontrar itens modernos e com bom preço, é certo seduzi-lo.

“O cliente sente-se mimado quando dispõe de uma loja em frente ao seu trabalho, ou sua residência e no horário que ele estipulou. Esse diferencial gera compromisso de venda e conquista a fidelização. 0 próprio negócio atrai o público, pela mobilidade e possibilidade de estar em diversos lugares durante o dia, permitindo uma agenda repleta de atendimentos diários. Para garantir uma carteira fiel, basta somar a isso ações de e-mail marketing, contato por telefone e marcar presença no Facebook”, coloca Fabiane.

Animada pelo sucesso do negócio, a empresária tem planos de expandir o licenciamento da Boutique de Rua para outros estados do País e atuar com lojas móveis de roupas e acessórios em outros segmentos importantes, como melhor idade, tamanhos grandes (plus size) e também com foco em bolsas, sapatos e bijuterias. A intenção é abrir um leque de ofertas ainda maior para as clientes.

Bar ambulante

Levar o bar até o local da festa é um conceito novo e prático. Quem está organizando o seu evento não precisa se preocupar com essa parte pois terá certeza de que seus convidados serão bem atendidos por uma empresa especializada. Foi nisso que pensou Rafael Lanfredi, quando criou, em fevereiro de 2011, a Santo Bier, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Ele e um sócio, que mais tarde se desligou da empresa, juntaram economias e investiram R$ 15 mil em uma antiga Kombi, que foi transformada em um bar ambulante e passou a se deslocar para atender a eventos na cidade e na região. Os sócios ainda criaram um bom slogan para informar aos interessados sobre a existência do Santo Bier como bar delivery: “Ligue para o Santo”.

A proposta, bem divulgada, deu certo. Logo no primeiro mês de atividades eles tiveram um lucro de R$ 8 mil. 0 novo conceito angariou adeptos e o bar ambulante passou a ser conhecido, requisitado e criar um público fiel. Nesse início, o negócio funcionava como um bar móvel para pequenos eventos, equipado com caixas de som para levar música ao local e também caixas térmicas, que mais tarde foram substituídas por geladeira. “Começamos bem devagar, em festa de amigos, e fomos testando os produtos que tinham melhor saída no bar. Por oferecermos algo novo, sempre fomos bem recebidos e aceitos. 0 desafio era mostrar ao público que se tratava de um serviço completo, com garçons e música, e que não cobrava taxa de locomoção”, explica Lanfredi.

Ele conta que, até por conta de sua experiência no ramo, por ter trabalhado como gerente de franquia, desde o começo a intenção foi transformar o Santo Bier em uma rede, o que aconteceu em 2013 e exigiu um aporte de R$ 100 mil na formatação e nos registros. As propostas da marca são valorizar o modelo de negócio sobre rodas e aproveitar o avanço do conceito food trucks (carros de alimentação) no Brasil para impulsionar também o de drink trucks (carros de bebidas), aproveitando o diferencial de levar um bar até as casas das pessoas (residências, condomínios) e a eventos.

O Santo Bier atua em diversos nichos de mercado, no qual o franqueado vai em busca do cliente. Pode-se trabalhar em um ponto fixo, abrindo as portas do bar em praças, praias e outros. Contudo, o que tem dado bastante resultado é a procura do bar para a sua utilização em pequenos, médios e grandes eventos. “Nossas franquias exigem um tipo especial de franqueado, que goste de estar sempre se deslocando e de trabalhar em eventos frequentados por um público jovem, na faixa de 18 a 35 anos. Ou seja, exige grande dose de disposição e atenção para com o público”, explica Lanfredi. Atualmente, a franquia Santo Bier conta com seis modelos de negócio. Desses, dois são móveis. Um é o Resgate do Santo, que funciona em um Renault Kangoo e exige investimento de R$ 89,9 mil (esse é o valor total do veículo, com a padronização e a taxa de franquia, sendo que o carro pode ser financiado direto com a Renault, com desconto especial para o franqueado Santo Bier). Para facilitar o pagamento da taxa de franquia e padronização, a rede firmou uma parceria com o Banco Pan, para investidores que precisam de uma ajuda no início da operação. 0 prazo de retorno é de 15 a 18 meses, com estimativa de lucro líquido entre R$ 5 mil e R$ 8 mil por mês.

Os empresários também trabalham o modelo Carrinho dos Milagres, que são carrinhos de mão (como de sorvetes), mas equipados com uma choperia. É indicado para circular em orlas de praias, cobrir pequenas distâncias e até atender churrascos de confraternização e amigos. 0 investimento nesse modelo é de R$ 34,7 mil para três carrinhos. Outra opção é o Quiosque do Santo (uma Kombi transformada em bar) e o Santo Beach (um quiosque de praia), ambos com média de investimento inicial de R$ 149,9 mil. Há ainda a versão Santa Entrega (feita com motos), cujo custo do desembolso é de R$ 42 mil para duas unidades (2 motos). O sexto modelo da marca é o Resgate Master, que custa R$ 139 mil e tem como proposta de negócio aliar um bar a um passeio turístico para atender a grupos de até seis pessoas.

Segundo Rafael Lanfredi, já foram vendidas nove franquias do modelo Resgate do Santo e uma do Carrinho dos Milagres, além de 26 unidades em Mato Grosso que já deram início às atividades. Os planos são de, até o final de 2014, ter todos os modelos já comercializados e concluir 2015 com 100 contratos de franquias assinados. Para isso, a Santo Bier está fazendo divulgação na mídia e nas redes sociais.

Balada sobre rodas

Além de vans, Kombis e carrinhos de mão servindo como espaço móvel para empresários levarem seus serviços ao consumidor, o ônibus também entrou na relação de veículos adaptados para outros fins além da locomoção. O grupo Multifranquias trouxe para o Brasil o negócio de oferecer baladas dentro de um ônibus enquanto ele percorre as ruas da cidade. Esse novo conceito de festas e diversão chamou a atenção de dois empresários cearenses, Flavio Jr. e Emídio Rocha, quando vieram a São Paulo, em 2013, para visitar a feira de franquias promovida pela ABF.

Ambos já atuavam no setor de alimentação em Fortaleza (CE), operando cantinas em escolas e um bufê. Essa bagagem deu-lhes segurança para aderir à franquia Walking Party. “Pensávamos que iríamos bombar logo no início, por ser algo diferente e inusitado em Fortaleza. Mas confirmamos que na cidade não existia o hábito de baladas. Por isso tivemos de investir na disseminação dessa cultura e ir divulgando o nosso trabalho”, conta Flávio Jr.

Os sócios utilizaram as redes sociais, panfletagem e também a circulação do próprio ônibus, funcionando como um outdoor ambulante, para promoverem o negócio. Assim, chegaram os primeiros clientes e o boca a boca começou a funcionar graças à satisfação que o serviço foi conquistando. Segundo os sócios, o preço é um dos atrativos das festas no Walking Party, que saem a partir de R$ 2,8 mil para um evento de três horas com cerca de 60 pessoas. No espaço, a segurança é total e os convidados podem ficar despreocupados, pois não terão de dirigir os próprios veículos, uma vez que são pegos e deixados na porta de casa.

Os sócios investiram R$ 100 mil em novembro de 2013 e esperam recuperar essa quantia antes de 24 meses. Para operar a franquia, eles contam com dois funcionários fixos-um motorista, que foi treinado em São Paulo, e um auxiliar administrativo e outros terceirizados, contratados por evento, como copeiros, barmen, seguranças etc. “Com cinco ou seis eventos realizados, nós cobrimos os custos fixos, como manutenção do ônibus, lavagem, combustível e a compra de bebidas e alimentos. Os demais eventos promovidos no mês garantem o lucro”, explica Flávio Jr.

Ele e o sócio dizem-se satisfeitos com o investimento e pretendem expandir as atividades fechando eventos também em cidades no interior do Ceará (neste caso, o contratante paga a quilometragem rodada e pedágio). No momento, eles estão conversando com o franqueador, pois têm a intenção de comprar mais uma franquia para operar em uma capital da região Centro-Oeste do País, na qual também terão de desbravar o mercado. Como se trata de uma franquia, ambos contam com a ajuda do franqueador para operar a distância esse novo negócio, que ficará a cargo de um funcionário treinado em Fortaleza e deslocado para a cidade da nova unidade. “Estamos confiantes, pois sabemos que é um investimento seguro com retorno garantido. Esse novo conceito de festas em ônibus está pegando, pois tem vantagens que atraem os clientes: são eventos divertidos, bem organizados, seguros e diferentes, que se tornam inesquecíveis”, garantem os sócios.

Lavagem ecológica

Uma opção de negócio móvel que não exige adaptação de um veículo é oferecida pela rede AcquaZero, a lavagem ecológica e estética automotiva. O modelo consiste em utilizar um prático reboque, que pode ser puxado por qualquer tipo de carro, ou um baú, que pode ser adaptado a uma moto, para levar o serviço até o cliente.

A rede AcquaZero nasceu em São Paulo (SP) e atua no mercado desde 2009. Atualmente, a franquia conta com 84 unidades em todo o País e tem se destacado por não utilizar água em seu método de trabalho e aplicar produtos biodegradáveis e ecologicamente corretos em todos os serviços oferecidos. O carro-chefe da marca é a lavagem ecológica, mas seus franqueados também estão aptos a trabalhar com enceramento, cristalização de vidros, limpeza técnica de motor, impermeabilização de estofados, higienização de ar-condicionado, higienização interna (estofados), limpeza e hidratação de couro, revitalização de plásticos e cristalização de pintura.

As modalidades de franquias oferecidas pela rede AcquaZero são: licenciamento Básico, Plus e Express (com baú para moto), franquia Prime, Standard, Partnership, Delivery (com carro reboque), Gold e Máster Franquia. As duas opções de franquias móveis, por ocuparem pouco espaço, são interessantes para quem não deseja alugar um ponto comercial, sendo que o baú para moto foi criado especialmente para atender a essa nova modalidade. “As motos são mais ágeis e econômicas, portanto, um excelente meio do empresário levar os serviços até o cliente”, salienta Marcos Mendes, diretor da rede. Outra vantagem do licenciamento Express está no valor do investimento, que é de R$ 5.690 mil e exige de R$ 2 mil a R$ 4 mil para o capital de giro. 0 baú para moto vem acompanhado de um estoque inicial de insumos para 400 lavagens, 160 enceramentos, 200 revitalizações de plásticos e 20 cristalizações de vidros, além de acessórios como panos, esponjas, escovas etc. e um banner promocional.

Já a franquia delivery custa R$ 30 mil e vem com reboque equipado com um kit de material, além de um estoque para o início da operação. 0 reboque, com 2,66 m de comprimento por 1,54 m de largura, pode ser engatado no veículo do franqueado e com os produtos e equipamentos é possível realizar a limpeza de um veículo em 30 ou 40 minutos.

O formato delivery foi o que interessou Cleilson Mendes, de São Luís, no Maranhão, que julgou o modelo econômico, tanto para iniciar o negócio como para tocá-lo, já que não é necessário alugar ponto fixo, nem iniciar com funcionários. “Esse sistema é prático e inovador. Você vai até o cliente e oferece para ele a comodidade de não perder tempo levando o carro a um lava-rápido”, diz o franqueado.

Mendes trabalhava na área de vendas e marketing do setor automotivo, e quando se dispôs a investir em um negócio próprio decidiu que seria em uma área na qual pudesse usar seus conhecimentos e experiência. Foi assim que acabou fechando com a AcquaZero. Após um treinamento de quatro dias, que pôde ser feito em sua cidade, o empresário começou a operar em março de 2014. “Os resultados estão sendo bem positivos. Além de vários clientes avulsos em nossa carteira, que estamos atendemos regularmente, fizemos parcerias com condomínios, autoescolas e outros comércios da região”, detalha.

Para chegar a esse bom resultado, foi preciso investir na campanha de conscientização da importância de o serviço ser ecologicamente correto, lavando o carro com pouca água e produtos químicos biodegradáveis, que não agridem o meio ambiente nem o veículo. “Por se tratar de algo novo, tivemos de explicar que esse tipo de limpeza não danifica a pintura com riscos ou manchas, por exemplo. Com o crescimento da demanda, estamos inclusive conscientizando muitas pessoas sobre a preservação da natureza e mudando sua opinião quanto à lavagem ecológica, que traz benefícios, como um brilho especial para o carro e uma película protetora, que ameniza os estragos naturais do tempo”, relata.

O carro que Mendes utiliza para puxar o reboque é um Renault Duster próprio, e é ele mesmo que guia. O equipamento fica guardado na garagem da sua casa e ele garante que é prático, funciona bem e tem manuseio simples. Os produtos estocados, por sua vez, são guardados em um espaço separado na sua residência.

O empresário optou por ser máster franqueado da AcquaZero nos estados do Maranhão e Pará e, para isso, desembolsou R$ 50 mil. Ele informa que em apenas cinco meses conseguiu um retorno de 40% desse investimento, com um atendimento médio de cinco carros por dia. “Estou bastante satisfeito, pois tenho paixão por carros e sinto-me feliz trabalhando no segmento. Tiro o meu sustento desse trabalho e estou realizado com o meu negócio”, garante. Agora seu objetivo é aumentar o número de funcionários, dos dois atuais para seis, mas seu plano é tornar-se dono de uma loja no sistema AcquaZero Gold, montá-la em um bom ponto comercial, com grande fluxo de veículos e atender a clientes das classes A e B.