Cresce a oferta de pontos comercias em São Paulo

Folha de S.Paulo – Redação – 09/01

Empresários varejistas e donos de franquias têm observado que cresceu a oferta de bons pontos comerciais de pequeno porte.

A desaceleração da economia tem facilitado as negociações de aluguéis em São Paulo nos últimos meses.

Apesar de ter impactado negativamente nos negócios, o cenário serviu de estímulo aos planos de expansão das redes de franquias, de acordo com a ABF (entidade que representa o setor).

“O volume de abertura de novos pontos em 2014 foi 10% maior que no ano anterior, com maior ênfase em pontos de rua e centros comerciais ligados a postos de combustível e supermercados”, diz Ricardo Camargo, diretor-executivo da associação.

A rede de lanchonetes Rei do Mate, por exemplo, fechou alguns contratos sem a cobrança de luvas [valor acima do preço pago em contrato de locação pela preferência] e com aluguel proporcional ao faturamento da unidade.

“Em um shopping da capital, alugamos um ponto por um terço do valor pedido há quatro anos, o que na época nos inviabilizou de ir para o local”, afirma Antônio Carlos Nasraui, presidente da rede.

Na Lello Imóveis, cerca de 20% dos interessados em locar um imóvel conseguiram reduzir os preços pedidos pelos proprietários.

“A queda tem ocorrido especialmente no aluguel de salas em conjuntos comerciais, pois o preço é mais baixo”, afirma Roseli Hernandes, diretora da empresa.

A rede de restaurantes japoneses Koni Store diz que passou a encontrar com mais facilidade imóveis em regiões bem localizadas.

“O ditado ‘não quer, tem quem queira’ não tem sido muito usado”, relata Michel Jager, presidente da marca.

“Não havia um bom ponto sem luvas. Hoje, nem pedem”, diz Rodrigo Viegas, dono da FastFrame.