Convenção ABF do Franchising traz o case da Fastsigns

A presidente da rede, Catherine Monson, conta como revolucionou a marca que é líder mundial em comunicação visual.

Convenção ABF do Franchising traz o case da Fastsigns
Catherine Monson: “Acredito muito na comunicação e até no excesso da comunicação para que a estratégia fique clara para todos dentro da organização,”

 

Era início de 2009, os Estados Unidos viviam o auge da crise econômica que abalou o país e Catherine Monson assumia a presidência da Fastsigns. O case da maior rede de comunicação visual do mundo foi o destaque da programação da manhã desta sexta-feira (28), na Convenção ABF do Franchising.

“Foi muito difícil conquistar a confiança da rede num momento econômico difícil, tendo que cortar gastos e demitir pessoas”, afirmou. Para reverter a situação, a executiva apostou numa nova cultura empresarial baseada no compartilhamento de experiências, atitudes positivas e busca diária por ideias novas para enfrentar a retração da economia.

De acordo com Catherine, o engajamento é fundamental para que a execução da estratégia atinja o êxito. “Acredito muito na comunicação e até no excesso da comunicação para que a estratégia fique clara para todos dentro da organização,” ressaltou. Pensando assim, a líder da Fastsigns criou o Connect with Catherine, teleconferências semanais com todos os franqueados, em que tomava conhecimento de tudo o que estava acontecendo nas unidades e apresentava ideias. “A melhor coisa do franchising é esse contato direto”, afirmou.

Ainda em 2009, Catherine começou a revolucionar a rede. “Em oito semanas já havia visitado dois terços dos nossos franqueados face a face”, disse. Nessas visitas, a executiva dedicou-se a orientar os franqueados sob três importantes aspectos: melhorar as vendas, reduzir despesas e melhorar o fluxo de caixa.

Nos anos seguintes, a Fastsigns  implementou vários programas práticos de redução de custos, aumento de produtividade, inovações e reuniões com a equipe para avaliar resultados.

Em 2012, a empresa estava pronta para assumir a guinada dos negócios. Com auxilio de uma agência de branding, a franquia mudou seu posicionamento no mercado. Passou de um vendedor de materiais de sinalização para uma empresa de soluções de comunicação, auxiliando clientes em seus desafios de atrair e fidelizar clientes.

A Fastsigns ganhou uma nova logomarca – reposicionamento considerado por Catherine a principal ação estratégica de sua gestão à frente da Fastsigns –, novo site e nova sinalização nas lojas, padronizando o layout das vitrines dos pontos de venda de forma inédita, o que não havia sido feito desde a criação da marca, em 1985. O slogan escolhido foi o “More than”, empregado em tudo que a empresa faz no dia a dia. “A promessa da marca tem que estar presente em todas as interações com os clientes”, afirmou a executiva. “As equipes de nossos franqueados passaram a atuar como consultores, criando soluções de comunicação para aumentar o business de nossos clientes”, explicou.  A partir dessas reformulações, a lucratividade dos franqueados voltou a crescer e da franqueadora também.

Os resultados da revolução promovida por Catherine na Fastsigns são visíveis. Hoje a marca possui 638 unidades em nove países, das quais 570 nos Estados Unidos.  A receita da empresa teve um aumento médio de 43% entre 2009 e 2015, com a adição de 100 novas unidades, totalizando US$ 414 milhões e a rentabilidade dos franqueados alcançou US$ 13,2 milhões.

Como mensagem final aos congressistas, Catherine sentenciou: “Não importa qual seja sua indústria, sua marca, observe sempre a concorrência, avalie, vá a todas as convenções, converse com seus vendedores. Foque em seu negócio, mas estude todo o resto fora dele”.

Foto: Keiny Andrade