Congresso de Expansão traz importantes reflexões para o setor

Expansão
Alberto Serrentino, Rony Meisler e Marco Vidal falam sobre "Consolidação do varejo multimarcas e multisegmentos"

Desafios e oportunidades desencadeadas pela pandemia foram o pano de fundo dos painéis do Congresso de Expansão.

Entre os destaques deste dia 22 de junho, segundo dia da ABF Franchising Week, esteve o Congresso de Expansão. O evento contou com a participação de representantes de marcas reconhecidas no mercado, como Casa Bauducco, Cacau Show, Espaço Laser, Mania de Churrasco, Morana,  Alpargatas, Hering, Poderoso Timão, Imaginarium, Puket, Arezzo e Reserva.  A pandemia, os desafios e oportunidades atreladas à situação foi o pano de fundo das conversas.

O panorama geral foi apresentado por Lyanna Bittencourt, do Grupo Bittencourt, que falou sobre a importância do segmento, principalmente, nestes tempos de economia incerta. Segundo ela, as franquias confirmaram ser resilientes e resistentes, mostrando-se um fator de sobrevivência dos pequenos e médios empreendedores. “O que seria dos pequenos negócios se não fosse a força da rede, a estrutura das franqueadoras e a equipe de suporte aos franqueados?”. Para ela, a sobrevivência se baseou em fatores como os novos modelos e formatos do negócio, além da criação de conglomerados de marcas que se complementam ou que têm sinergia e tudo isso tem como função principal a escalabilidade.

O painel “Novos modelos de expansão e multicanal” contou com a participação de Arlan Roque, da Cacau Show; Heitor Soubihe, da Grand Cru; e Fernanda Milred, da Espaçolaser. A moderação ficou a cargo de Marcelo Cordovil, da Mania de Churrasco e Marcos Ucha, da Morana. Os três convidados foram unânimes em dizer o quanto as mudanças de paradigma e o entendimento da necessidade de se criar uma relação de proximidade com os clientes foi um diferencial para o crescimento.

“Nosso sucesso vem muito dos diferentes formatos de franquias. Além das lojas light, das menores, investimos também na sinergia que o vinho tem com a comida. Assim, apostamos em lojas dentro de restaurantes e de wine bares e quiosques em shoppings e aeroportos. Também criamos um clube de assinaturas que fideliza o cliente. O resultado direto é que somos a maior operação de vinhos da América Latina em número de lojas”, afirmou Soubihe, da Grand Cru.

Oportunidades para multifranqueados
Já o painel “Oportunidades de negócios para multifranqueados, repasse de franquias e tendências” contou com a participação de Patrícia Mormatti, da Alpagartas; Mauricio José Maccaferri, franqueado Bauducco, e Rodrigo Cardoso, da Cia. Hering. A moderação ficou a cargo de André Giglio, da Poderoso Timão/SushiChic e Poke Moki, e de Liliana Martins, da Imaginarium e Puket. O destaque desta rodada de conversa ficou com o representante da Cia. Hering, empresa que, segundo Liliana, abriu 130 novas unidades, apenas em 2020. “Qual o segredo?”, perguntou ela. Cardoso informou que este número foi alcançado não apenas com o trabalho do ano anterior, mas sim, com estudos e mudanças na rede, que possibilitaram a abertura de novos formatos de loja, inclusive com adaptação para pequenas cidades.

Com relação ao assunto “repasse”, os painelistas foram unânimes ao dizer que o negócio tem de ser bom para quem compra e quem vende; que os valores mesmo em cenário desafiador não ficam muito abaixo e que o repasse é tratado da mesma maneira que uma nova unidade, inclusive, com as mesmas oportunidades de crescimento.

O fechamento do congresso foi marcado pelo bate-papo entre Marco Vidal, da Arezzo; Rony Meisler; da Reserva, com moderação de  Alberto Serrentino, da Varese Retail. A Arezzo, recentemente, comprou a Reserva em uma das megaoperações que marcaram o mercado brasileiro de vestuário. Transformação digital e manutenção das culturas e dos DNAs de ambas as empresas foram alguns dos assuntos tratados.

“A transformação digital é uma mudança cultural organizacional de pessoas e processos, e na forma de se relacionar com o cliente.  A pandemia trouxe um senso de urgência e um salto de maturidade em relação a isso”. Já segundo Meisler, a Reserva sempre usou a tecnologia como meio e não como fim para estar mais próxima do consumidor. “Comparo isso ao pouso do avião no Rio Hudson. Investimos na cultura e nas ferramentas digitais, a partir daí, pousamos e não, simplesmente, caímos sem dominar o cenário”, disse.

E quanto à cultura organizacional?  Falando especificamente do conglomerado formado por Arezzo, Reserva e outras marcas, Vidal afirmou que houve uma perfeita integração entre as diferentes culturais organizacionais, tudo pautado em respeito aos fundadores, aos steakholders, consumidores e todos os demais envolvidos na cadeia. “Trabalhamos isso por meio de uma forte comunicação. A empresa que faz aquisições têm que conhecer o DNA cultural e ter ciência de que este DNA é um grande destaque. A cultura tem que ser respeitada, a essência deve ser respeitada para que o negócio seja longevo”, finalizou.

Veja aqui a apresentação feita durante o Congresso de Expansão na ABF Franchising Week Virtual 2021.