Banco de dados da ABF traz perfil inédito de locações de franquias em shopping centers

  • Prazo médio de contrato é de 54 meses, 72% dos shoppings cobram taxas percentuais e 75% luvas.
  • Custo médio de ocupação chega a 14% e 55% não recebeu qualquer desconto durante a pandemia.

Em 2021, a ABF – Associação Brasileira de Franchising lançou uma iniciativa inédita no mercado de franquias: a construção de um banco de dados com foco na área imobiliária, começando pelas condições de locação em shoppings centers. O objetivo da entidade, além de ter um panorama mais acurado desta área, é entender melhor os desafios enfrentados nas negociações, permitindo o direcionamento de ações, como a realizada em 2021, na qual buscou ajudar seus associados a conseguir aplicar em seus contratos de locação um índice de reajuste mais equilibrado (está em curso no STF uma ação para estabelecer o IPCA em detrimento do IGP-M ou IGP-DI, durante a pandemia). Apenas em 2021, o volume total de unidades de franquia em operação cresceu 9,1%, sendo uma parte considerável delas localizadas em shoppings. Já no lançamento do projeto, o Banco de Dados Imobiliário da ABF conta com, aproximadamente, 150 marcas de franquia participantes, com 350 lojas de shoppings cadastradas em todo o País.

Um primeiro balanço inicial com os dados já disponíveis realizado em abril confirmou algumas percepções, mas trouxe também dados inéditos. O desenho geral dos contratos de locação de franquias em shoppings tem características predominantes com prazo médio de 54 meses (32 no caso de quiosques), tem o IGPM como índice de correção predominante (99%), 75% dos shoppings cadastrados cobrando luvas, 72% cobrando aluguel percentual e 12% é a média geral do fundo de promoção.

Por outro lado, temos um panorama mais diversificado em relação às mensalidades extras: 44% dos shoppings cobram 13º aluguel, apenas 1% cobram 13º e 14º e 55% não cobram. Tendo em visto essas condições, o custo médio de ocupação neste perfil de ponto comercial é de 14% em média. Foi identificado ainda que 55% das unidades de franquias em shoppings não tiveram qualquer desconto concedido durante o período de pandemia.

“Esses dados são fundamentais para balizar as decisões estratégicas das redes. Com isso, é possível traçar planos de negócios mais precisos, ter bases melhores para negociações e fazer comparações com outros perfis de ponto. Tanto os shoppings continuam a ser uma boa opção para as franquias – aliás, muitas marcas aproveitaram a pandemia para ocupar pontos estratégicos –, como muitas administradoras convidam marcas para complementar seu mix. Agora temos um panorama mais claro deste cenário, com a possibilidade também de extrações personalizadas para as redes participantes”, afirma André Friedheim, presidente da ABF.

As informações individuais compartilhadas pelas redes são sigilosas e as marcas participantes com unidades cadastradas têm acesso exclusivo a área de dashboard com a inteligência das informações, que permite a consulta de valores praticados de aluguel, condomínio, IPTU e a realização de buscas por UF, Cidade, Shopping e Formato (Lojas e Quiosques), possibilitando tornar mais eficiente sua gestão imobiliária. Para ter acesso completo ao banco, é necessário que a franquia seja associada a ABF e compartilhe também seus dados.

“O Banco de Dados Imobiliário faz parte da estratégia de transformação digital da própria ABF. Por meio da inteligência de dados e de uma co-criação com nossos associados, queremos gerar cada vez mais valor e capacidade analítica para as franquias, auxiliando assim o desenvolvimento do setor. Além disso, à medida que mais marcas façam sua adesão ao projeto, teremos uma visão ainda mais ampla e profunda do panorama imobiliário do setor”, ressalta o presidente da ABF.

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