ABF Franchising Week tem 1º Seminário de Fornecedores do Franchising

Fornecedores
(Da esq. p/ dir.) Renato Claro, Luís Stockler, Luiz Marinho, Renato Diniz e Gustavo Furtado no painel "E o mundo físico, como é que fica?"

Fornecedores de referência do franchising brasileiro falaram de temas diversos, tais como seleção, geração de valor, atendimento digital e relacionamento remoto

Na tarde desta quinta-feira (24/6), em meio à ABF Franchising Week Virtual, a Associação Brasileira de Franchising realizou seu primeiro Seminário de Fornecedores do Franchising. O evento reuniu representantes de vários elos da cadeia do setor de franquias. Nos painéis foram debatidos temas como o processo de seleção de fornecedores, geração de valor por meio da participação de uma entidade associativa, atendimento digital, relacionamento remoto e o futuro do mundo físico com a ascensão do e-commerce.

Tendo em vista que se tratava do evento inaugural para fornecedores organizado pela entidade, foi realizada uma breve introdução, tratando da importância desses profissionais para o meio do franchising. De acordo com Vicente Gouvea (NCR), membro da Comissão de Fornecedores, a ABF é formada por vários componentes, e bons fornecedores ajudam a estruturar marcas fortes, que criam franqueados bem-sucedidos. “Os fornecedores dentro do ecossistema de franquias são uma peça fundamental, e a missão da nossa Comissão é valorizar os fornecedores dentro da ABF, e aproximar os fornecedores das marcas”, disse.

Referindo-se ao processo de seleção de fornecedores, Danilo Assumpção (Grupo Ornatus) frisou que o setor de franquias tem de tudo, todos os segmentos, modelos, e é importante que o fornecedor entenda o que é bom para qual marca específica ele está a abordar. De acordo com o palestrante, “não dá para vender o mesmo serviço para duas marcas, às vezes são necessários ajustes. E é a partir destes ajustes, que se cria a fidelização e boa relação entre fornecedor e franqueado”.

Gilberto Mendes (Solutto) destacou que, em relação ao atendimento ao franchising, o fornecedor precisa derrubar um mito, que se baseia em imaginar que o setor de franquias só é composto por grandes empresas. “A maioria das redes é composta por pequenas e medias marcas, e com isso, é mais difícil vender uma solução muito cara. Soluções muito sofisticadas têm dificuldade de entrar no franchising, franqueadoras são compostas por times enxutos, e dessa forma, o tipo de solução-chave é a que exige menor esforço para importação, na qual o fornecedor deixa tudo preparado”, afirmou.

Ao abordar questões de relacionamento do fornecedor com a rede e como manter isso de forma remota em tempos de pandemia, Ana Vecchi (Ana Vecchi Business Consulting) afirmou que “o digital trouxe essa proximidade, mas é uma ferramenta. Funciona muito bem desde que essa proximidade e esse relacionamento, dando suporte aos franqueados, existissem anteriormente. As redes franqueadas que possuíam uma relação positiva, formando uma rede engajada, conseguiram dar continuidade a um relacionamento”. A especialista salientou, ainda, a importância de o franqueado se manter em constante atenção para com suas redes e fornecedores.

O painel sobre o futuro das lojas físicas reuniu Beto Filho (Astral Saúde Ambiental), presidente da ABF Rio, Luiz Marinho (Gouvea Malls), Luís Stockler (Grupo Bittencourt), Renato Diniz (Estúdio Jacarandá), Gustavo Furtado (Economapas) e Renato Claro (Kickoff), moderador.

Para Stockler, é necessário ter consciência de que a estruturação de lojas começa a partir dos posicionamentos e conceituação da marca, onde as empresas têm que entender seus clientes e planejar suas ofertas. “O que tem que ficar na mente é que o que está no centro da questão é o que o consumidor decide. E ele sempre está de olho, no que é mais seguro, mais prático, mais prazeroso, e o custo-benefício. Com isso, vê-se a necessidade de abrir espaços físicos, quiosques, ou só trabalhar no e-commerce”, observou.

Bruno Pauli (Pauli Móveis) e Adriana Auriemo (Nutty Bavarian), diretora de Relacionamento, Microfranquias e Novos Formatos da ABF, ressaltaram como se gerar valor por meio da participação em uma associação. Segundo Pauli, o mais positivo em três anos de associação foi o estabelecimento de elos e expansão do networking. “Fiz amigos, trabalhei com uma base forte, via redes sociais, e foi uma experiência fantástica, onde hoje tenho uma gama de contatos muito maior e de mais confiança,” disse.

De acordo com Adriana, ser ativo dentro de uma associação também traz muita experiência. “A ABF está de portas abertas para quem quiser entrar e participar, e esse contato, onde todos os fornecedores são associados, também passa muita credibilidade, pois os envolvidos já são familiarizados com o sistema de franquias”, finalizou.

Imagem: ABF/Reprodução