05/11 Fundador da Água Doce Cachaçaria mostra história da rede

Entre os painéis do primeiro dia de programação da 9ª Convenção ABF do Franchising, o caso de sucesso da Cachaçaria Água Doce foi apresentado pelo empresário Delfino Golfeto, fundador e presidente da rede e um dos responsáveis pelo respeito que a cachaça vem conquistando no país e no exterior, apresentou as origens e causas do sucesso da franquia.

Ele contou aos participantes a história da empresa, que foi fundada em 1990, em meio às incertezas econômicas do país, na própria garagem de sua casa, na cidade de Tupã (a 530 km de São Paulo). Em um balcão improvisado, começou a vender cachaça artesanal. A esposa, Silvia Maria, agregou ao cardápio receitas de comidas típicas brasileiras. A oportunidade de transformar o negócio em franchising surgiu em 1993 e hoje, a Água Doce comercializa com exclusividade seis marcas de cachaça – produzidas em Campo Grande (MT) e Salinas (MG) e envelhecidas em Tupã -, além de vender 250 rótulos de todo o país.

O empresário disse ainda que o gosto pela cachaça foi herdado do pai, que possuía uma adega de pingas artesanais . O vínculo familiar se mantém na empresa junto com a esposa, que é gerente da unidade piloto móvel; o primo, Júlio Bertolucci, diretor de Franquias, o filho Adriano Luiz, que atua na gestão da rede e a filha Andressa, estudante de Nutrição.

Golfeto confessou que a cachaça responde por apenas 4% do faturamento da rede. O forte é a venda de porções e refeições – 60% do faturamento de cada loja. Ele acredita que a divulgação boca a boca foi importante, para expandir o negócio. `No início, foi essencial ter muita flexibilidade. Nem cobrávamos royalties das primeiras unidades, até fortalecer o sistema de franquias. Chegamos a ter dificuldades financeiras a partir de dez unidades, mas depois nos recuperamos`, diz. Em apenas um ano, o sistema de franchising da Água Doce fez surgir 12 lojas – média de uma por mês. A rede hoje está com 107 unidades em 11 estados. Em 2006, a Água Doce conquistou o primeiro Selo Excelência em Franchising, que segundo o empresário, deu mais credibilidade à marca.

Segundo ele, a meta, em médio prazo, é abrir 150 casas, mas hoje com o aumento dos custos e a sofisticação ficou mais difícil abrir uma unidade, que custa em torno de R$ 400 mil. Mesmo com a cachaça tendo se transformado no terceiro destilado mais vendido no mundo, segundo a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), a Cachaçaria Água Doce ainda não tem planos de expansão no exterior. `Somos bastante assediados, mas, por enquanto, temos um projeto de expansão no Brasil mesmo`, afirmou o fundador da rede.

Para Golfeto, o grande desafio da rede foi mudar a visão dos consumidores em relação à bebida e colocá-la no rol de consumo diferenciado. `As pessoas ainda associam a cachaça ao sujeito que simplesmente vira o copo, e ao próprio alcoolismo. A minha luta é em prol da divulgação das cachaças artesanais de qualidade, para que as pessoas degustem a bebida e apreciem de fato o trabalho realizado com capricho pelos bons produtores`, finalizou.

Redação DFREIRE