Encontro Jurídico Virtual debate relação entre redes de alimentação e plafaformas

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Tom Moreira Leite, Vivian Kurtz, Maurício Costa e Melitha Novoa Prado debatem a concorrência entre plataformas e redes de alimentação no Encontro Jurídico Virtual ABF

Evento tratou da concorrência com as plataformas com a participação de Tom Moreira Leite, Maurício Costa, Vivian Kurtz e Melitha Novoa Prado.

16/11/2021

A “Concorrência das plataformas frente às redes de alimentação” foi o tema do Encontro Jurídico Virtual ABF deste mês, realizado no último dia 5/11.

O evento reuniu Tom Moreira Leite, vice-presidente da entidade, sócio e CEO do Grupo Trigo; Maurício Costa, coordenador da Comissão de Estudos Jurídicos e sócio do escritório Morse Advogados Associados, moderador do evento; Vivian Kurtz, membra da Comissão da ABF e sócia-diretora da Coolpliance Responsabilidade Corporativa de Impacto, e Melitha Novoa Prado, sócia-fundadora do Novoa Prado Advogados.

Moreira Leite falou a respeito dos benefícios de se atuar com plataformas digitais e observou que, especialmente nesse período de pandemia, “os marketplaces ou agregadores tiveram e têm um importante papel no desempenho de grande parte das redes associadas que operam no segmento de food service”.

O executivo salientou que essas plataformas fazem parte do processo de digitalização das redes, mas que não se limita a elas, e afirmou: “O ativo principal por detrás dessas empresas, que aliás é um ativo valioso para todas as empresas no mundo é o ativo ‘dados’”.

O mecanismo de coleta de dados, segundo ele, representa a nova corrida espacial do século 21. “A corrida de se criar mecanismos de coleta de dados e obviamente a utilização desses dados para construção de estratégias, sejam corporativas, sejam como sociedade”, disse.

Ao observar a construção da cultura de dados no Brasil, fazendo referência à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Vivian ressaltou a importância da estratégia ligada à transparência dos dados. “Tudo o que a lei não quer, e isso no Brasil e ao redor do mundo, é o cliente anonimizado”, disse. “Você pode tratar dados, sim, mas para fazê-lo você precisa dar transparência, explicar como você usa esses dados e com quem compartilha”, completou.

O estabelecimento de uma convivência harmoniosa entre empresas e plataformas deve ser um objetivo comum. Para Melitha, é preciso entender “de que forma podemos conviver, buscar um equilíbrio para que seja uma relação ganha-ganha, que é o que a gente sempre defendeu no franchising”.

Costa observou que as plataformas ocuparam um espaço que não era explorado. “Acho que a tendência é ter uma melhora nesse mercado com baixa dos custos e maiores possibilidades, quando as marcas realmente começarem a investir mais pesadamente em soluções proprietárias para melhorar com isso esse ambiente negocial”.

Imagem: ABF/Reprodução