Rede Pit Stop acelera no ramo de franquias e prevê mais de mil lojas

DCI – Camila Abud – 23/06

Gigante, a demanda do mercado brasileiro de reposição de autopeças costuma crescer na proporção das vendas dos veículos e a mina de ouro, contudo, faz com que as empresas independentes, na maior parte formadas por pequenos e médios estabelecimentos, tenham de se armar para enfrentar de montadoras a redes multinacionais ou players como Fras-le, Bosch, Plascar, Magneti Marelli etc. Por conta dessa pressão da concorrência, as lojas independentes são um filão e a Rede PitStop percebeu essa demanda. Agora, a empresa comemora a conquista de mil pontos de vendas franqueadas no País, sendo queametaéfechar2014comcerca de 1.100 unidades.

Com cinco anos de trajetória, criada com base no conceito do grupo europeu Groupauto International e trazida ao Brasil pela Distribuidora Automotiva, empresa do Grupo Comolatti, a Rede PitStop aposta em um número significativo de unidades devido a sua atuação associativista, que lhe permite planos ousados. A bandeira garante ter sido pioneira na adoção desse modelo de atuação entre lojas de autopeças, retíficas de motores e oficinas mecânicas e, conforme o site da Rede PitStop, atualmente o segmento independente de reposição de autopeças no Brasil movimenta cerca de 90% da frota de veículos automotores e mais de R$90 bilhões por ano.

De acordo com estimativas da companhia, o Brasil conta nesse mercado com mais de 35 mil varejistas, 120 mil oficinas e 934 mil empregos diretos, responsáveis pela produção e comercialização de mais de 200 mil itens para 400 modelos de veículos.

Por conta do cenário, a PitStop acredita ser possível investir no crescimento das franquias, já que a profissionalização das lojas é uma necessidade cada vez maior do setor. Prova disso é que a empresa acaba de chegar ao número de mil franquias no Brasil, ressaltou Sérgio Comolatti, presidente do Grupo, durante evento em São Paulo. “É extremamente gratificante acompanhar a história de sucesso daRede PitStop. Em apenas cinco anos, a empresa se tornou amaior rede associativista do segmento nacional e uma das mais representativas redes do Groupauto International no mundo”, comentou ele.
Para o especialista nesse mercado, o modelo PitStop agrega valor ao setor e por isso ganha cada vez mais a atenção dos empresários do ramo. Comolatti apresentou, ainda, importantes números referentes à atuação da PitStop no ano de 2013. Segundo ele, foram realizadas 44milhoras de consultoria em lojas associadas, mais de dois mil profissionais foram capacitados e houve 50 mil visitas consultivas no portal da PitStop.

Com uma rede estruturada de parceiros e profissionais especializados, a Rede tem sido importante para o amadurecimento do segmento e a melhoria na gestão e operação das lojas de autopeças, retíficas e oficinas mecânicas, ressaltou o diretor comercial da Distribuidora Automotiva, Rodrigo Carneiro. Ele comentou que o segmento de franquias também vive um período de plena expansão e cada vez mais as empresas menores têm percebido a importância em fazer parte de um serviço mais padronizado, com layout para reforçar o posicionamento dentro e fora do estabelecimento. “Mas é um setor ainda bastante carente de formação em termos de administração do negócio. Logo, o treinamento é realmente muito importante para os parceiros. Oferecemos uma série de consultorias nesse sentido, com cursos que abordam questões voltadas à tecnologia, finanças, financiamentos. Para nós, o setor independente de autopeças precisa entender a importância de questões como essas, afinal ainda existe a concorrência com a rede oficial das montadoras”, comentou ele.

Como o mercado de produtos e serviços de reposição no Brasil tem tamanhos expressivos, algumas redes internacionais têm analisado entrar no País, o que fará com que a concorrência com empresas independentes e menores sofram com a concorrência. Na opinião do diretor adjunto da Rede Pit Stop Paulo Fabiano Navi, as companhias multinacionais e gigantes do segmento automotivo mundial tendem realmente a chegar com força total, logo será perceptível entre os consumidores como questões referentes à organização, tecnologia e poder de negociação com fornecedores e instituições financeiras poderão fazer a diferença dos negócios e do futuro dos pequenos e médios empresários. Para ele, na prática, a chegada desses competidores internacionais pode representar mais uma ameaça para o empresário do mercado independente de reposição que atua sozinho, sem uma associação forte com alguma rede de negócios ou franquia. Neste sentido, a qualificação do empresário, geralmente o dono da loja, é de suma importância. “É preciso mudar a cultura nessa cadeia de produtos automotivos”.

Mercados distintos envolvem cenários também complexos

Diferentemente dos europeus e brasileiros, que levam o carro à oficina para fazer a manutenção, os norte-americanos, na maioria das vezes, preferem fazer eles mesmos o reparo necessário no veículo, comportamento conhecido como “Do it yourself”, numa tradução literal, “faça você mesmo”. Por conta dessa cultura surgiram grandes marcas de varejistas como Auto Zone e Pep Boys nos Estados Unidos, cenário, aliás, que fez com que as oficinas mecânicas menores perdessem espaço.

A estrutura da cadeia brasileira é diferente. Aqui, existe a figura do distribuidor e da loja de varejo, com grande relevância. E ainda no setor automotivo brasileiro, a movimentação das empresas internacionais mantém-se aquecida. A fabricante francesa de pneus Michelin comprou a nacional de gerenciamento de frotas e rastreamento de cargas Sascar, por R$ 1,6 bilhão. A GP Investiments era a controladora da Sascar desde 2011, quando adquiriu 56% de suas ações.