Imposto no país não é só alto, mas difícil de pagar, diz setor de franquias

Portal Uol – Afonso Ferreira – 14/06
 
Além da tradicional reclamação dos empresários de que os impostos no Brasil são altos, o diretor-executivo da ABF (Associação Brasileira de Franchising), Ricardo Camargo, criticou a dificuldade que os empresários enfrentam para pagar impostos no país durante entrevista coletiva na abertura da feira de franquias em São Paulo. “No Brasil, é preciso ter quatro profissionais da área contábil para fazer a mesma tarefa que um norte-americano faz no país dele. Aqui, você precisa ter um time de advogados e administradores para entender como recolhe determinado imposto. O que nós queremos é a simplificação do sistema e maior facilidade para pagar os tributos.”
 
O problema afeta a produtividade das empresas e eleva os custos do negócio, diz. Para Camargo, reduzir o número de impostos mesmo que o valor pago pelos empresários não diminua já seria uma solução para os que não se enquadram no imposto Simples Nacional –que atende empresas com faturamento de até R$ 3,6 milhões ao ano.
 
Em março, a ABF assinou uma carta conjunta com o WFC (Conselho Mundial de Franchising) pedindo o fim da cobrança de ISS (Imposto Sobre Serviços) sobre os royalties pagos ao franqueador. A carta será encaminhada ao STF (Supremo Tribunal Federal). “O Brasil é o único país no mundo que acha que royalties é um serviço e não faz parte do contrato de franquia”, disse. “Já perdemos as esperanças na reforma tributária. Já houve várias propostas de mudanças no sistema, mas nenhuma foi aprovada e nenhuma está em análise no Congresso”, afirmou. Custo do frete encarece mercadorias e serviços prestados.