Força-motriz do varejo nacional, as franquias crescerão 12% no ano

Jornal DCI – Sara Abdo – 31/01

O segmento de franquias terá um ano intenso em 2014, dado o atual cenário da economia brasileira e as previsões para os próximos três anos. Essa é a perspectiva, segundo a ABF (Associação Brasileira de presidida por Cristina Franco. Sobre 2013, a entidade projeta uma evolução de 12% no faturamento do setor de franquias, além do crescimento de 9% das unidades e de 6% de novos players, principalmente estrangeiros, que já têm projeto consolidado para desembarcar no Brasil. A presidente, após retomar da NRF 2014 (Nation Retail Federation), a maior feira de varejo em escala global, acredita que o segmento de franquia no Brasil deve estar associado ao conceito de hospitalidade, mais que nunca.

Em 2014, o País receberá enormes contingentes de turistas estrangeiros, além das viagens regionais motivadas pelos jogos da Copa do Mundo. O varejo precisa estar pronto, não só para o aumento do fluxo de consumidores, como também para o desenvolvimento da economia, que naturalmente precisa acontecer. As metrópoles chegaram perto da saturação e é aí que as franquias se expandem, a partir do momento em que empresas já consolidadas buscam alcançara interior do País.

Mesmo com o comércio varejista desaquecido, é importante que franqueadores e franqueados reforcem seus potenciais de desenvolvimento. É necessário que as empresas (re)afirmem seus conceitos e mantenham as essências enquanto fazem os planos de expansão, de unidades e faturamento. “Não é o tamanho da cerca que segura o gado, mas a qualidade do pasto” compara Adir Ribeiro, presidente-fundador da Praxis Business, empresa de consultoria. Ribeiro analisa que a palavra chave para o crês cimento chama-se engajamento, e é importante uma integração entre franqueadores e franqueados. “Para um franqueado não se deve perguntar o que fazer para melhorar os resultados da empresa, mas sim como melhorá-los”, avalia Ribeiro.

A tendência do varejo mundial é cada vez mais individualizar o atendimento, por meio da possibilidade oferecida ao consumidor, de customização do produto. No Brasil a tendência é puxa da pela Chilli Beans e a Havaianas, por enquanto. Em tempos em que o cresce 25% ao ano, é importante que as empresas se adaptem e adquiram novas tecnologias.