ESG: webinar ABF analisa o tema com Malwee e Korin

ESG
André Friedheim, presidente da ABF, Reginaldo Morikawa, CEO da Korin, e Guilherme Weege, CEO da Malwee: ESG em alta no franchising

Redes de referência nos três pilares que compõem o ESG compartilham um pouco de suas experiências.

A sigla é atual, mas o tema, não. O ESG (em inglês) ou ASG (Ambiental, Social e Governança), centro da atenção de empresas, governos e sociedades em todo o mundo, também entrou em foco no mais recente Webinar ABF: ESG – O futuro somos nós que criamos.

“Cada vez mais a sociedade exige que as marcas sejam muito transparentes não apenas sobre o que fazem, mas especialmente como fazem. Isso envolve o cumprimento dos critérios de  ESG: responsabilidade ambiental, impacto social e diretrizes de governança, que preservam a ética e a transparência nessas empresas. Esses desafios não são novos, porém estão todos agora sob o mesmo guarda-chuva e têm ganhado cada vez mais destaque no mundo dos negócios”, observou André Friedheim, presidente da ABF, na abertura do evento. Patrocinado pela Iugu, o Webinar realizado no último dia 31/8 contou com a participação dos CEOs Guilherme Weege, da Malwee, e Reginaldo Morikawa, da Korin.

Friedheim ressaltou a importância do tema para a entidade, exemplificada na recente criação da Comissão de ESG, liderada pelo diretor de Marketing e Comunicação Rodrigo Abreu (Alphagrafics).

Em uma participação especial gravada, Raphael Mayer, sócio-fundador da Simbiose Social e eleito pela Forbes como um dos jovens com menos de 30 anos mais influentes da atualidade, observou que “essas três letrinhas vêm tirando o sono de muito gestor de empresa no mercado”. Segundo Mayer, a pandemia escancarou as demandas e os gaps sociais que temos, e deixa claro quais empresas se preocupam e estão estruturadas e quais ainda não olham para esses fatores ambientais, sociais e de governança.

Saber como o produto foi fabricado é algo que interessa cada vez mais para os consumidores. A Malwee, primeira empresa brasileira a assinar um compromisso com a ONU, em 2011 já fabricava roupas com algodão desfibrado e há décadas investe em sustentabilidade, antes de o tema virar moda. Segundo Weege, as peças confeccionadas com “malha pet” já retiraram 85 milhões de garrafinhas do meio ambiente e promoveram a redução de ao menos 25% no consumo de água. O ESG, de acordo com o executivo, “é uma questão de valores e de propósito”.

A Korin, rede que recebeu o primeiro selo de bem-estar animal do Brasil, é uma empresa que já nasceu ESG. Segundo Morikawa, quem já veio com esse propósito vai ter menos dificuldade em se acertar. “Na Korin, a governança já nasce de um princípio na produção”, disse.

Morikawa lembrou de uma palavra que vem de Motiki Okada, precursor da agricultura natural e líder da filosofia seguida pela Korin: “Makoto”, que significa “sinceridade em tudo o que você fizer. Sinceridade ao falar, não prometer aquilo que você não consegue cumprir, mas ser honesto naquilo que você faz”, explicou. Ainda segundo o executivo, não importa o fato de a empresa ser pequena, mas que ela seja sincera, venda e entregue aquilo que ela prometeu, nada mais, nada menos, e por um preço justo.

“Pequenas atitudes podem fazer grande diferença”, ressaltou Friedheim, e recomendou: “Criem seus comitês de ESG. Coloquem seus franqueados, franqueadores, para conversar com vocês sobre práticas sustentáveis (…). Tragam todas as pessoas que participam do seu ecossistema, comecem pequeno, mas comecem!”.

Imagem: ABF/Reprodução