Desafios para manter franquias internacionais

DCI – 19/08 – Agências

Enquanto algumas marcas do franchising se fortalecem no mercado interno, outras, mais maduras, expandem as fronteiras e aportam em países da América Latina e nos Estados Unidos.

Todavia, os desafios em manter a qualidade dos serviços e, ao mesmo tempo, expandir a atuação atendendo costumes locais sem perder a identidade, são fatores que enfrentam aqueles que desejam internacionalizar a marca.

“Adaptar cargos e funções dos colaboradores, alterar cardápios e estar preparado para as exigências do mercado que deseja ingressar, além de avaliar detalhadamente as regras de contratos e os trâmites legais para abertura de uma unidade, questões básicas que avaliamos quando começamos a operação na Flórida”, enumera Roberto Silvestrini, diretor de expansão da Temakeria Makis Place, que possui 120 unidades em operação, sendo uma em Miami (Flórida/EUA).

A rede, que planeja a abertura de mais quatro unidades em solo americano até dezembro, antes de se internacionalizar, pesquisou as preferências e hábitos dos consumidores locais e, segundo o diretor, realizou mudanças-chave. “O cardápio das lojas foi modificado cerca de 25% para se adequar aos hábitos locais”, diz.

Considerado um mercado muito maduro e acirrado, a rede teve que adaptar também a estrutura de equipe utilizada nas mais de cem unidades brasileiras. Até mesmo a abordagem realizada com o cliente teve que ser adaptada.

“Ao contrário do Brasil, onde a abordagem pessoal e intimista é comum, em alguns locais, o cliente não está acostumado com a ‘intimidade’ e prefere ser tratado de uma forma mais ‘profissional’ e menos pessoal”, conclui Silvestrini.