Apesar de promissora, a expansão das franquias ao exterior requer atenção

DCI – Camila Abud – 06/10

A internacionalização de um empreendimento pode ser o início do sucesso em novos nichos fora do território nacional. Contudo, há uma série de entraves legais e burocráticos a serem analisados, esclarece o diretor jurídico adjunto da ABF-Rio, Gabriel Di Blasi.

Ao DCI, o advogado comentou que a globalização dos mercados está na raiz da crescente internacionalização de franquias e o aumento das tecnologias, especialmente relacionadas às telecomunicações, auxilia o processo de controle da atividade.

Planejamento

No entanto, para levar uma marca para o exterior a expansão deve ocorrer de forma estruturada e planejada. “As barreiras à internacionalização correspondem a fatores que desestimulam, tornam dispendiosos ou impedem a atuação em mercados exteriores”.

Segundo o especialista, os principais entraves que investidores brasileiros enfrentam para a internacionalização envolve quesitos como barreiras legislativas; relacionadas à questões linguística e cultural, tributárias e comerciais; concorrência das grandes marcas internacionais e barreira relacionada ao suporte técnico e pós-compra.

Dados do país-alvo

Por conta disso, ter informações e dados do país-alvo da internacionalização são fundamentais. “Este conhecimento pode ser incrementado com o apoio de órgãos governamentais e setoriais, como as câmaras de comércio, e também a participação em feiras internacionais, estudos e palestras sobre mercados no exterior, bem como viagens de prospecção de negócios”, explicou.

O diretor da ABF-Rio contou que um dos países mais procurados para a expansão é Portugal, seguido dos Estados Unidos. “No entanto, é importante ressaltar que apesar da facilidade do idioma, o sistema de marketing português é inteiramente diferente do brasileiro”.