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Comissão de transformação digital debate processos, pessoas e cultura

Comissão de transformação digital debate processos, pessoas e cultura
Participantes durante o Encontro da Comissão de Transformação Digital da ABF

Evento online reuniu especialistas que falaram sobre os 3 pilares da transformação digital e case de transformação digital na prática.

A Comissão de Transformação Digital realizou seu tradicional encontro nesta quarta-feira (06/06) de forma On-line, com a presença de 65 participantes. O evento contou com a participação do coordenador da Comissão da entidade Alexandre Goto (Dennova), e para debater sobre os 3 pilares da transformação digital, a reunião contou com a participação de Júlio Monteiro (Megamatte), Hynde Fonseca Neto (F360) e Daniel Gentil (Viddy). Já o executivo Richard Magrath (Orthopride) apresentou case prático da Orthopride.

A transformação digital ainda é um grande desafio, e da ideia até a execução, existem processos. “tem empresas investindo R$ 400 mil em tecnologia sem ao menos conhecer o seu consumidor”, diz Monteiro. É preciso olhar além do seu próprio mercado ou segmento, ele ressalta: “A transformação não tem um início ou um fim, ela é um ciclo onde você trabalha continuamente”.

De acordo com Monteiro, “transformação é um processo de inovação e inovação é um processo de mudança, e não é um processo simples”. Ainda segundo o executivo, cada vez mais empresários estão buscando capacitação em transformação digital para implementar em suas empresas.

Para que esse sucesso seja alcançado, um outro aspecto defendido pelos especialistas é que a empresa, além de ter a cultura da transformação digital, deve ter um núcleo externo que trabalhe para que ela passe também por um processo de disrupção. “Sem ajuda externa vai ser muito difícil fazer a transformação digital do seu negócio”, diz Hynde Fonseca.

“A transformação digital é uma transformação cultural, é o mindset, antes da tecnologia”, observa Hynde. Concordando com a visão de Monteiro, para o executivo, uma cultura bem consolidada e processos bem executados por pessoas capacitadas pode levar a um crescimento ainda mais acentuado e até mesmo exponencial. “A implementação bem sucedida de ferramentas e soluções digitais depende fortemente da cultura organizacional e da mentalidade das pessoas envolvidas, pois assim a adaptação e adoção de novas tecnologias serão facilitadas pela cultura e mindset adequados” afirma Hynde.

Segundo Gentil, a pandemia validou o whatsapp como um novo canal digital do varejo. O conversational e-commerce, como é chamado, se tornou estratégico, essencial e necessário para o varejo. O executivo explicou que desde os anos 2000 lidamos com plataformas digitais, como website e marketplace, porém com o tempo foi necessário ter estratégias de geração de oportunidades para cada plataforma. “As empresas precisam estar onde os clientes estão, e mediante estratégias irem fortalecendo a marca nas plataformas, incluindo no Whatsapp onde é possível um atendimento mais humanizado ao cliente” explicou.

Richard Magrath, por sua vez, falou sobre transformação digital na prática, com case da Orthopride, que está no mercado há 15 anos e possui mais de 200 franquias em operação. Durante sua fala, Magrath fez algumas provocações sobre liderança e transformação. Logo em seguida, apresentou as três fases que a rede passou durante o processo de transformação. “Existe uma grande diferença entre digitalização e transformação digital, e isso envolve processos e pessoas” disse o empresário.

O encontro também permitiu que os associados participassem do bate-papo expondo dúvidas, vivências e fazendo perguntas aos palestrantes.

Imagem: ABF/Reprodução